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Praga. 28 de Março. Dia 1. Chegada.

O tempo está ainda indefenido. A previsão metereológica apontava para um dia de chegada solarengo mas a aproximação à pista não deixava dúvidas: do solo, nem sinal. Nuvens. Cobertura total. Já com os pés bem assentes na terra, a perspectiva muda um pouco. As coisas não estão tão mal como pareciam, mas o dia não está sorridente.

A chegada decorre sem incidentes. Tirando a hora de atraso que já trazemos, acumulada entre a espera em Lisboa e o saltinho a Budapeste. Tudo isto, parece, porque o avião já veio tarde de Madrid. Eu nem fazia ideia que logo pela manhã o pobre Airbus já havia madrugado e ido até à capital de Castela. Mas é assim mesmo a vida de uma aeronave. Esforçada, sem pausas, optimizada até à exaustão.

Tal como prometido, o condutor lá estava. Rapaz novo desta vez. Ao contrário das duas primeiras experiências. Com um corte de cabelo meio parolo, mas um carro bem à maneira. Coitado, para além da seca inputada à TAP, ainda teve que esperar que os três portugueses levantassem as suas Coroas checas no terminal do tipo Multibanco, que para cúmulo se localiza no extremo mais afastado do terminal de aeroporto.

Chegámos à casa que se vai tornar no nosso lar nos próximos dias. O anfitrião devia andar por ali a rondar, quiçà à conversa com um qualquer amigo numa loja próxima. A verdade é que apareceu vindo do nada, materializou-se ali, com apresentação pronta. Mostra-nos o caminho. Arrepiante. O imóvel, por fora, até tinha ares de ser bem parecido, mas a escada é tenebrosa. Parece um velho prédio da Lisboa miserável dos bairros por recuperar, como a Bica ou Alfama. Os degraus rangem dolorosamente e tudo se parece desfazer. Felizmente que o interior se encontra em condições ditas normais, prenunciadas por uma porta com muito bom aspecto, mas que mesmo assim já vai ganhando tiques e se faz esquisita para se abrir. 

A nossa alegre casinha 

 Acertam-se as contas no meio de curta conversa. Dá a ideia que o Walter tem mais que fazer. O que não é de estranhar pois, como vim a saber mais tarde, tem sob o seu controlo uma pipa de apartamentos espalhados pela cidade. As explicações sobre os pequenos nadas do convívio com a domus são reduzidos ao mínimo e ai vai ele a pôr-se ao fresco que se faz tarde. E nós não nos fazemos rogados. 1, 2, 3 e seguimos caminho. Que mesmo com a passagem-surpresa pela cidade maior da terra dos magyars ainda há tempo para começar a explorar Praga. 

About Ricardo Ribeiro

Comecei a cruzar o mundo já tarde, mas num espaço de tempo relativamente curto senti recuperado o atraso. Foram cerca de cinquenta países e muitas experiências, em apenas nove anos, quase todas narradas no blog Papaléguas. Mas esses escritos são apenas um diário de viagens. Senti que tinha mais a contar, que podia ensinar algo. E decidi iniciar um segundo blog. Se o primeiro pode ser definido como “de viagens”, este é “sobre viagens”.

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Um comentário

  1. sempre a abrir 🙂
    quando aterrei em Praga foi misou menos assim
    muitas nuvens e de repente lá estava eu,sã e salva na terra em que às 4 da tarde já era de noie 🙂

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