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Ásia 2017 – Dia 14 – Galle, Sri Lanka

A ideia era acordar bem cedinho e atacar o forte antes dos outros turistas todos, mesmo antes do que lá dormem se levantarem da cama. Ou seja, lá pelas seis da manhã. Mas a essa hora chovia copiosamente. E continuou assim pela manhã dentro. De forma que o plano foi abortado e passaram-se horas a actualizar trabalho e a repousar o corpo.

Lá for a a chuva torrencial continuava. Tropical, densa, grossa. Na estrada de vez em quando passavam pessoas. De bicicleta e a pé. Pela hora do almoço o dilúvio parou e preparámos a saída.

Para o forte! Caminhada simples, com a diversão do espectáculo das vacas que se movimentam na estrada movimentada. Já tinha ouvido falar em vacas sagradas e agora vejo com os meus próprios olhos. Chegamos. Uma volta lá por dentro, desta vez por outros baluartes que não tinham sido explorados na véspera. Parecem-me haver por ali mais turistas em deambulações, e certamente os há em demasia nas ruas interiores.

Como outro roti no mesmo lugar. Delicioso! Mas agora vamos ver se encontramos algo para ver na cidade real, dos cingaleses.

Sair e virar à direita, para logo encontrar o mercado. Rua muito comercial, muito local, interessante, cheia de cor e vida. Movimento louco de veículos e pessoas. Um recinto de venda de fruta, sombrio e misterioso. Assim sim. Estou a gostar cada vez mais do Sri Lanka, sinto-me bem aqui.

O tempo passou muito depressa. A ideia era irmos a Umawatuna mas já eram quatro da tarde e a estas horas já não valia a pena. Mas de repente para um autocarro para lá à nossa frente e nem houve tempo para pensar, foi saltar lá para dentro. E foi uma excelente ideia. Não por Umawatuna, que isso é um local horrível, uma espécie de Albufeira em ponto pequeno, mas sem a parte bonita que resta da localidade algarvia. Em Umawatuna é só mesmo a praia, os tascos para turistas e os russos, ingleses e outros, que aqui vêm para fazer praia.

Só de pensar que estive bem perto de aqui ficar, até arrepia. Lá fomos até ao final da praia, entre alguns pingos de uma chuva que ameaçava regressar mas que felizmente nunca voltou a sério. E depois foi regressar, por entre as esplanadas, cafés, bares e restaurantes. Logo passou o autocarro de regresso, simples e barato, bilhete de 0,06 Eur.

Mas o dia não ia ainda acabar. A cerca de meio caminho, vejo um mercado de peixe, vejo barcos de pesca na areia e saltamos do autocarro que parava num estrangulamento de trânsito. O que se seguiu foi mágico… uma trupe de pescadores puxava as redes de um barco que se encontrava a uns quatrocentos metros dentro de água… e chamava os turistas que iam espreitando para os ajudar na faina.

Cantavam para manter o ritmo, puxando, e puxando, e a rede ia saindo da água. Havia espectadores, curiosos. Por fim chegou o peixe pescado, não era muito. Uma roda de gente queria ver o que havia nas redes.

O barco que estava na origem de tudo chega à praia. Outro movimenta-se para sair. O dia está a chegar ao fim. Vamos ver o mercado ali ao lado, cheio de pescado, muito animado, ao longo da estrada. Há pessoas a comprar, a maioria locais, mas também alguns estrangeiros. Recomenda-se este local!

Agora é tentar apanhar outro autocarro, o que não será problema. Estão sempre a passar. Mas ali é difícil porque existem várias faixas de rodagem. Vamos andando paralelos à estrada, até encontrar uma paragem oficial, e pelo caminho admirando a agitação comercial. Já é quase noite, mas lá longe, no horizonte, há uma faixa vermelha no céu, onde o sol se pôs, parece um incêndio.

Chegamos à paragem e não tarda até aparecer um autocarro. Já caiu a noite. Mas ainda queremos beber o leite de um coco. Vamos até à entrada do forte onde tínhamos visto um homem a vendê-los e lá estava ele. Soube bem.

E agora caminhar até casa com uma paragem no supermercado para alguns abastecimentos. Chegados a casa, ficámos um bocado cá fora a conversar com a senhora e com alguns viajantes. Passamos para outro quarto, melhor. Muito mais agradável.

About Ricardo Ribeiro

Comecei a cruzar o mundo já tarde, mas num espaço de tempo relativamente curto senti recuperado o atraso. Foram cerca de cinquenta países e muitas experiências, em apenas nove anos, quase todas narradas no blog Papaléguas. Mas esses escritos são apenas um diário de viagens. Senti que tinha mais a contar, que podia ensinar algo. E decidi iniciar um segundo blog. Se o primeiro pode ser definido como “de viagens”, este é “sobre viagens”.

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