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Ásia Central 2019 – Dia 2 – Budapeste

Mais um dia como o de ontem, de nada fazer, pelo menos no que toca a viagem. Dormi cerca de dez horas, para compensar as zero da noite anterior. E depois de meio Xanax, dormi muito, muito bem.

Adoro este Green Garden Hostel. O despertador tocou. 9:45. Lá tinha a mesa posta para o pequeno-almoço, que tomei sozinho, com muito gosto, deliciado pela luz matutina que entrava obliquamente pela janela. Nem o barulho dos carros que iam passando na movimentada estrada lá fora me estragavam o deleite de ouvir a passarada, especialmente os melros, que me iam trazendo memórias doces dos meus melhores tempos de Praga.

Trabalhei de manhã e também pelo início da tarde. Descansei também. Desfrutei daquele ambiente relaxante. Comi um Milka, trabalhei mais. Depois decidi ir dar uma volta. Tinha visto no mapa que um dos locais possíveis para visitar a partir dali seria um tal de museu ao ar livre, que afinal não era mais do que um jardim com estátuas. Fui até lá, caminhando nas calmas, aproveitando a bonita tarde de Domingo.

Aquelas ruas transportavam-me também para os dias felizes de Praga. A arquitectura tem variantes, mas também muito em comum. Sente-se a época de ouro que se viveu no período entre as duas guerras mundiais, que, quer numa cidade quer noutra, deu origem a extensos bairros burgueses, compostos por vivendas grandes, como aquela que foi transformada em hostel para me receber.

Cheguei ao destino e afinal já conhecia. Não é um museu ao ar livre nem um jardim de estátuas. É agradável, sim, tem uma boa vista para parte do património histórico de Budapeste e uma representação adorável de Buda e de Peste, antropomorfizados, como um casal, com uma reprodução da cidade aos seus pés. Tinha aqui estado na minha primeira visita, em 2006, e de novo há um par de anos quando fiz aqui uma outra escala.

Sentei-me um pouco no chão a ler. Estava-se bem. Regressei a “casa” e estive a deixar passar o tempo com mil e uma pequenas tarefas desempenhadas calmamente. Tomar umas notas, processar fotografias. Coisas assim. Depois preparei a mochila, recebi os meus 20 Euros de depósito de volta e fui para o aeroporto. Sem nada a assinalar.

Comi uma baguete que paguei em Euros. Depois senti uma imensa vontade de beber uma Coca-Cola. Custavam 690 Florins. E eu tinha 680. Acho que ninguém levou a mal o que aconteceu a uma garrafa de Coca-Cola quase cheia que encontrei abandonada num balcão da área da restauração….

About Ricardo Ribeiro

Comecei a cruzar o mundo já tarde, mas num espaço de tempo relativamente curto senti recuperado o atraso. Foram cerca de cinquenta países e muitas experiências, em apenas nove anos, quase todas narradas no blog Papaléguas. Mas esses escritos são apenas um diário de viagens. Senti que tinha mais a contar, que podia ensinar algo. E decidi iniciar um segundo blog. Se o primeiro pode ser definido como “de viagens”, este é “sobre viagens”.

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