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Como atravessar as ruas no Vietname

Primeiro, pode-se pensar que atravessar uma rua tem de ser algo simples. Depois, chega-se lá e uma pessoa pode mudar de ideias. São milhares de motorizadas que passam nas vias de maior afluência, reforçadas por carros e camiões. Nunca param e os semáforos, se existirem, são decorativos. O mesmo se aplica a passadeiras de peões. E contudo, apesar de tudo isto, é mesmo simples atravessar a rua.

Hanói não é sossegada, mas o pior mesmo é Ho Chi Minh ou Saigão, como se chamava antigamente e se continua a chamar por quase toda a gente da região, é que é mesmo um caos. Mas vamos lá, tudo o que tem que se fazer é… atravessar. Com um passo certo, sem correr e sem nunca parar. O que o estrangeiro deverá compreender é que as pessoas que conduzem estão habituados a isto, é tão rotineiro como para nós é parar num semáforo encarnado. Vêem os peões e ajustam a sua trajectória, em termos de velocidade e direcção, à linha que o caminhante irá traçar. Mas para isso é essencial que essa linha não sofra alterações, lá está, com uma paragem ou uma mudança de velocidade.

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Tudo isto eu já sabia mesmo antes de chegar. Na teoria. Uma vez no local, a coisa mete respeito, mas o que me tinham ensinado – aqui faço o mesmo – é verdade e funciona. Só custa a primeira vez, por assim dizer. Convém manter um olho neles, claro, mas não será necessário. O peão pode mesmo atravessar uma rua super-movimentada de olhos fechados e chegará ao outro lado ileso. Por incrível que pareça, vistas as coisas nesta perspectiva, é mesmo mais seguro e fácil atravessar-se a rua no Vietname!

Depois de dominar esta técnica tornei-me numa estrela junto dos turistas que por ali passavam. Dei por mim com uma legião de seguidores, caminhando atrás de mim ou ao meu lado, apanhando boleias para atravessarem vias que não se atreviam a atravessar sozinhos. Tornou-se divertido, porque ganhei a consciência de que é muitíssimo simples sabendo que para quem não sabe parece quase impossível.

Veja aqui em baixo um pequeno video do Cruzamundos atravessando uma atarefada avenida em Saigão:

 

About Ricardo Ribeiro

Comecei a cruzar o mundo já tarde, mas num espaço de tempo relativamente curto senti recuperado o atraso. Foram cerca de cinquenta países e muitas experiências, em apenas nove anos, quase todas narradas no blog Papaléguas. Mas esses escritos são apenas um diário de viagens. Senti que tinha mais a contar, que podia ensinar algo. E decidi iniciar um segundo blog. Se o primeiro pode ser definido como “de viagens”, este é “sobre viagens”.

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Um comentário

  1. Micael Azevedo

    ahaha adorei!!

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