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Balcãs 2010. Dia 10. Ivan Vazovo – Hisarya – Sopot.

O dia começou com um um chá, mistura de verde e jasmim, seguido de pequenos nada: a roupa suja lavada no chão do chuveiro com uma barra de sabão, a improvisação de uma corda para a estender, uma passagem pela Internet e conhecer o amigo Justin, um inglês que veio parar a esta aldeia perdida por influência do meu amigo Atanas. Feito isto, arrancamos para a outra casa, onde a mulher do meu anfitrião preparou um belo almoço: salada (deliciosa, mas não me perguntem do quê e temperada com o quê), pão acabado de cozer e batatas assadas no forno. Coisas simples, mas que acabadas de colher, todas elas, oferecem um sabor inesquecível, ao qual não é alheia a utilização magistral de condimentos e especiarias.

Já de estômago reforçado, fomos até um lago nas imediações, que o meu amigo e o filhote queriam tentar a sorte com o peixe. Não apanharam absolutamente nada, mas aproveitei para esticar as pernas (depois de 9 dias a andar, até fica uma sensação estranha por não mexer as pernas mais do que de casa para o carro e vice-versa) e tirar umas fotografias.

Passámos pela casa número dois para apanhar a esposa do Atanas e fomos fazer umas caches, que o rapaz já não conseguia aguentar mais o entusiasmo, e, quanto a mim, também não sou pessoa para virar a cara a mais umas caçadas. Fomos até Hisarya, uma antiga cidade romana, construida em redor de fontes termais. Chovia, sempre, como tem acontecido nas últimas 24 horas. Continuo, não direi ensopado, mas húmido até ao tutano. Já não tenho roupa lavada e todo o stock está a secar. Depois da visita à cidade romana, uma incursão a um templo trácio, perdido num canto da região, defendido dos elementos por uma estrutura de madeira, aberta constantemente, sem vigilância… o vandalismo ainda não chegou a estas paragens. Continua a chover. Mais uma cache encontrada perto do local.

Antes de regressar a casa, paramos num restaurante, que eu catalogaria como sendo de luxo. Serviço rigoroso, decoração impecável… enfim… aqueles elementos que se cheiram à distância e conferem prestígio a um local. Aquela hora estava deserto. E para além de ser cedo, o tempo está horrível e estamos a meio da semana. Assim, tomamos a mesa à beira da lareira. Para mim vem uma sopa de feijão incrivelmente bem confecionada, e uma dose de borrego assado no forno com batatas e cebola. A gastronomia búlgara não pára de me surpreender. Tudo o que experimento é delicioso… e barato. Pela refeição completa, acompanhada de pão e uma cerveja, pago 8 Euros, já com gorjeta.

Faz-se tempo de regressar a casa, que chove a cântaros, é de noite e ainda são uns quilómetros. O Atanas não estava com muita vontade, mas tenho que insistir para que me ajude a acender o fogo na salamandra que tenho no quarto. Sobretudo, preciso de secar a roupa, sem falta. Porque com a humidade que está no ar, se simplesmente a deixar estendida, bem posso esperar até regressar a Portugal. E assim como assim, fico com o quarto deliciosamente quentinho,  sinto-me finalmente seco e confortável.

Tabela de Despesas

08,00 Eur Restaurante

About Ricardo Ribeiro

Comecei a cruzar o mundo já tarde, mas num espaço de tempo relativamente curto senti recuperado o atraso. Foram cerca de cinquenta países e muitas experiências, em apenas nove anos, quase todas narradas no blog Papaléguas. Mas esses escritos são apenas um diário de viagens. Senti que tinha mais a contar, que podia ensinar algo. E decidi iniciar um segundo blog. Se o primeiro pode ser definido como “de viagens”, este é “sobre viagens”.

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