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Budapeste. 30 de Abril. Dia 5.

Hoje foi um dia muito especial nesta estadia. Isto, porque não foi passado em Budapeste. Os nossos anfitriões convidaram-nos para os acompanhar numa passeata para bem longe da cidade, numa Segunda-feira que é de ponte, a juntar o Domingo ao feriado do 1 de Maio. A coisa tinha ficado mais ou menos combinada desde ontem, apenas sujeita a confirmação, que chegou pelas 10 de manhã, pouco tempo após acordarmos. A partida fico agendada para as 11 horas, e assim foi. O destino? Tata, uma pequena cidade dominada por um lago, a cerca de 50 km de Budapeste.

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Conversa aqui, conversa acolá, e a hora do almoço chegou num ápice. Mal tinhamos chegado ao nosso destino e estávamos sentados à mesa de um simpático restaurante, com a esplanada exterior a tocar as margens do lago. A comida era barata, para uma quantidade generosa. Esteve-se bem, ali, naquela sombra, que só para o fim da refeição refrescou mais do que o recomendado. Creio que foi a primeira refeição decente tomada na Hungria, composta por uns bifes de peru recheados com molho de cebola, mostarda e fiambre. Bem regados por uma caneca de meio litro de cerveja e acompanhados por uma salada de pepino de viangrete.

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Já de barriga cheia, é hora de explorarmos um pouco de Tata; descobrimos juntos um agradável parque, enorme, que se mantém despercebido para o visitante casual. Depois, a voltinha clássica, incluindo um percurso que contorna o lago, passando junto ao castelo e a outros edíficios imponentes. Pegamos ainda no carro e deslocamo-nos para o lado oposto, onde exploramos um surpreendente trilho que segue junto a um braço de água que sai do lago. Ali, encontramos alguns pescadores, num ambiente de grande quietude, onde apenas o cantar dos pássaros interrompe o silêncio, com o panorama a ser dominado por uma luz fantástica, que descobre o seu caminho por entre as ricas ramagens das enormes árvores que controlam o trilho. Já no caminho de volta ainda há tempo para tentar a visita a um local onde foram encontrados vestígios pré-históricos, que infelizmente se encontrava já encerrado. A deslocação foi mesmo assim pretexto para mais uma agradável caminhada, desta feita tendo como pano de fundo o meio rural húngaro.

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Um dia em cheio, completamente fora do normal, com uma incursão a uma Hungria que se mantém secreta aos olhos dos turistas estrangeiros. O percurso a mostrar um país moderno, bem organizado, com belas estradas e um parque automóvel renovado que não se limita à grande capital. Surpreendente, este contacto com o “campo” húngaro. De facto, uma boa surpresa, uma variante com que não contávamos e que se constituiu como uma enorme mais valia a esta nossa visita.

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About Ricardo Ribeiro

Comecei a cruzar o mundo já tarde, mas num espaço de tempo relativamente curto senti recuperado o atraso. Foram cerca de cinquenta países e muitas experiências, em apenas nove anos, quase todas narradas no blog Papaléguas. Mas esses escritos são apenas um diário de viagens. Senti que tinha mais a contar, que podia ensinar algo. E decidi iniciar um segundo blog. Se o primeiro pode ser definido como “de viagens”, este é “sobre viagens”.

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