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Do Báltico ao Mar Negro, dia 20 – Kiev

19 de Maio

Acordo com o despertador mas não estou nada convencido. Tenho cansaço acumulado desde sei lá quando. Sono e fadiga muscular. O Miroslav tinha-me dito que às 9:30 tinhamos que sair. São 9:15 e não ouço nenhum som. Deixo-me estar. Não quero tomar a iniciativa. Se a casa dorme, eu durmo. 9:30. O telemóvel vai outra ver numa gritaria. Desligo-o, mas já não durmo. Deixo-me estar, de pança para cima, à espera que algo suceda.

Por fim o Miroslav mostra-se, e depois a sua esposa, Ira. Não há pressa. Ele vai sair agora para treinar, mas ela ainda fica mais meia-hora. Prepara-me um ovo estrelado, muito saboroso, e ficamos à conversa bastante mais do que o tempo previsto. Saimos por fim juntos. A Ira vai à loja da esquina e despedimo-nos.

Dou umas voltas pelas imediações, vejo o estádio do Dinamo de Kiev, aqui nas imediações. E depois caminho até ao hostel. Tenho que recuperar a minha mochila e isso implica uma caminhada de 4 km. O dia está quente e o céu abre.  A previsão apontava para aguaceiros, mas o dia torna-se solarengo. Chego ao hostel, a minha anfitriã brasileira passa-me a bagagem. Ficamos um pouco à conversa sobre Kiev, trocamos contactos de Facebook, e sei que vou estar atrasado para encontrar o Miroslav às duas horas. Caminho depressa, mas não é suficiente. Mando um SMS. 10 minutos de atraso. Vou andando por avenidas que já me são familiares e chego. Deito-me no banco defronte da casa a ler enquanto espero por ele. Vamos comprar umas cervejas para a matiné. Conversa puxa conversa, garrafas esgotadas e saimos para um bar aqui do bairro. Mais cerveja e não gosto da conta. Pago 10 Eur por uma cerveja grande e duas pequenas, o que é mesmo muito dinheiro por aqui. Mas tenho que me mentalizar que valeu a pena. Foi bom bate-papo e de resto não gastei nada a comer e estou a poupar na dormida. Que se lixe.

Voltamos para casa. Ele está a modos que obcecado por um jogo de computador, que o chama intensamente. Passado um bocado chegam amigos, um ucraniano e um cubano, Carlos,  que fala bom português, fruto dos tempos de tropa que passou em Angola, no Huambo. Nada mais se passa neste dia para além de comer e beber, o que entra pelo serão adentro.

About Ricardo Ribeiro

Comecei a cruzar o mundo já tarde, mas num espaço de tempo relativamente curto senti recuperado o atraso. Foram cerca de cinquenta países e muitas experiências, em apenas nove anos, quase todas narradas no blog Papaléguas. Mas esses escritos são apenas um diário de viagens. Senti que tinha mais a contar, que podia ensinar algo. E decidi iniciar um segundo blog. Se o primeiro pode ser definido como “de viagens”, este é “sobre viagens”.

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