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Índia 2019 – Dias 12, 13, 14 e 15 – Udaipur, Chittaurgah, Jodhpur, Agra

E ao terceiro dia, partimos. Com Udaipur no coração, como se costuma dizer. Sem pressas. O próximo destino, Chittaurgah (o nome mais complicado de todos, entre as cidades onde ficámos nesta viagem), ficava a apenas 120 km. Muitos autocarros.

O problema mesmo foi encontrar maneira de ir do hostel para a estação de autocarros. Dois Uber depois não tínhamos conseguido encontrar os carros. Ou ao contrário. Finalmente um encontro bem sucedido e para o autocarro. Viagem pacífica até Chittaurgah, chegada já quase ao pôr-do-sol. Foram uns longos 120 km.

À saída, acordo feito com um condutor de tuk-tuk para o transporte até lá acima. Chittaurgah é uma pequena cidade que não me atraiu. Distingue-se pela imponente fortaleza, a erguer-se lá em cima, no topo da montanha. Diz que por lá há inúmeros monumentos e templos, coisas de muito interesse, que aliás lhe valeram a inclusão na lista de Património Mundial da Humanidade da UNESCO. “Diz que” porque infelizmente não tive oportunidade de ver com os meus próprios olhos.

Rapidamente deu para perceber que a escolha do alojamento tinha sido ideal. Na cidade há uma série de possibilidades, mas o Chittorgarh Fort Haveli situa-se no interior do castelo, que na realidade é uma pequena aldeia. Grande ambiente, comunidade tranquila, bem no meio de tudo o que há para ver. Excelente, adorável. E além de tudo isto, pessoal muito porreiro, sempre pronto a ajudar.

Chegámos, a tarde ia avançada, foi tempo para largar as coisas e ir dar uma volta a explorar. Não me sentia grande coisa, lá andei um pouco, deliciei-me com as vistas, com o pôr-do-sol, com alguns dos monumentos e templos que ainda consegui ver, pensando que no dia seguinte teria tempo para explorar tudo aquilo em condições. Comecei a sentir-me muito cansado. Fui para o quarto e… não saí da cama nas 48 horas seguintes. Gripe, intensa. Febre, sono. Beber muita água, urinar muito, limpar o sistema.

A opção de incluir Chittaurgah no roteiro foi excelente. Aliás, em retrospectiva não mexeria em nada no plano Índia 2019. Talvez Jaipur fosse dispensável, mas é uma referência de vulto por isso não me arrependo de ter visto com os meus próprios olhos. Adiante. Foi uma opção excelente mas não aproveitada. Saí do quarto dois dias depois, ainda debilitado, a caminho da estação de comboios, num táxi arranjado pelo pessoal do alojamento. Pelo meio foram trocados os bilhetes, o que deu algum trabalho. Burocracia.

A paragem seguinte seria Jodhpur. Uma paragem que se tornou fútil, porque serviu apenas para dormir e seguir viagem de manhã cedo. Talvez esteja enganado, mas pelo muito pouco que vi, de passagem, da cidade, ainda bem que a estadia foi encurtada. Não gostei, senti uma auréola negativa em Jodhpur, nas pessoas, no ambiente. A saída na estação ferroviária foi oposta à de Udaipur: muitos condutores de tuk-tuk e táxi, muito “agressivos”. Lá fizemos negócio, mas mesmo aquela hora o trânsito para o centro histórico está encerrado, de forma que ainda tivemos que caminhar um bom bocado, sem saber bem para onde ir. Sempre com a impressão negativa a subir. Ruas muito sujas (eu sei que é a Índia, mas caramba, já aqui andava há quase meio mês, e senti aqui a coisa de outra forma), olhares de soslaio. Deprimente.

O local onde ficámos, não aconselho. Mau demais. Não me queixo, sou capaz de me alojar bem em quase qualquer lugar lugar, simplesmente deve haver melhores opções. Salvava-se o terraço-restaurante com vista sobre a cidade e os diversos monumentos, com grande destaque para o castelo, que é espectacular. Pouco depois apagava-se a iluminação da fortaleza que, perdida nas trevas da noite, se tornou basicamente invisível.

Sentindo-me a modos que doente

Continuava a sentir-me mal. Em recuperação, mas fraco e doente. Dormi como pude e de madrugada já estava a pé. Tinha um comboio para Agra. Partida às 9:30, mas antes havia que atravessar a cidade antiga, encontrar um transporte e chegar à estação um bom bocado antes da partida, como manda a prudência e as regras dos caminhos-de-ferro indianos.

O sócio do alojamento foi acordado para nos fazer a conta. Estremunhado, esqueceu-se de incluir a dormida, nem nos apercebemos. Pagámos só o jantar. A estadia mais barata da minha vida.

Lá se fez a caminhada até ao ponto de trânsito mais próximo, tuk-tuk encontrado, a caminho da estação. Sem grande história. Um dia passado basicamente no comboio, a caminho de Agra. Por lá, já noite cerrada, o sistema da Uber funcionou bem e depois de atravessar uma cidade caótica e desagradável, chegámos ao alojamento. Boa localização, gente simpática. É uma casa de família com uma série de quartos para alugar. Servirá para as nossas necessidades. Pode-se ir a pé ao Taj Mahal. E é um bairro com diversos restaurantes e tudo o que o viajante precisará.

Acomodados, decidimos ir a uma jantarada ocidental, à Domino Pizza que tinha visto a caminho. Mais um Uber, porque não, é tão barato e funcional… afinal o jantar foi uma decepção. Pizza má. E cara, já agora. Estes seriam os últimos momentos da fase má da viagem. O dia seguinte seria um recomeçar!

 

About Ricardo Ribeiro

Comecei a cruzar o mundo já tarde, mas num espaço de tempo relativamente curto senti recuperado o atraso. Foram cerca de cinquenta países e muitas experiências, em apenas nove anos, quase todas narradas no blog Papaléguas. Mas esses escritos são apenas um diário de viagens. Senti que tinha mais a contar, que podia ensinar algo. E decidi iniciar um segundo blog. Se o primeiro pode ser definido como “de viagens”, este é “sobre viagens”.

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