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Istria e Eslovénia, dia 0

A semente original desta  viagem foi colocada em terreno fértil quando um amigo me falou de uma ilha-prisão para onde na antiga Joguslávia eram enviados prisioneiros políticos. O país acabou, os prisioneiros foram libertados, ficou a prisão, na ilha agora isolada, vazia, deserta. Quis visitar e a oportunidade surgiu quando descobri vôos a um preço acessível, de Faro para Pula, na Croácia, via Paris — Beauvais. Os quatro bilhetes custaram cerca de 75 Eur e o investimento permitir-me-ia visitar um país pelo qual não sentia especial interesse mas onde desejava ir no âmbito do meu projecto “Europa Completa”, que terminará quando tiver estado em todas as nações e micro-nações deste nosso velho continente.

Quis o destino que o alvo prioritário da expedição não fosse atingido. Parece que a ilha é de dificil acessibilidade fora da época alta. Ainda fiz alguns contactos no âmbito do Couchsurfing, e um dos elementos que me respondeu prontificou-se até a levar-me lá no seu barquito, mas apresentou a melhoria das condições metereológicas como condição. Sucede que nos sete dias que permaneci na região o tempo não foi nada amigo, e, de resto, comecei a sentir interesse pela Istria, e acabei por sacrificar a expedição à desejada ilha-prisão. Ficará, talvez, para uma futura ocasião.

Em termos de alojamento a coisa fez-se toda à base de Couchsurfing. Quanto a transportes, houve um processo evolutivo que arrancou de uma permissa de “transportes públicos apenas” para uns dias de carro alugado e terminou com o aluguer de viatura própria para toda a estadia. Feitas as contas, para duas pessoas, ficou mais barato. Transportes públicos na Croácia e Eslovénia não são baratos, mas o aluguer de carro fez-se por 106 Eur e gastou-se 60 Eur de gasolina (ou seja, 53 Eur e 30 Eur por pessoa).

Na véspera da partida despoletou-se uma pequena crise: descobri que o aeroporto de Paris Beauvais encerra à noite e era necessário passar essa noite ao abrigo do terminal. Foi uma correria para arranjar uma solução. Chegou a equacionar-se uma dormida ao relento, mas a pervisão meterológica a apontar para temperaturas mínimas abaixo dos zero graus fez-nos abrir os cordões à bolsa e alugar um quarto a uns meros 700 m do terminal. Foi uma decisão acertada. A experiência foi muito positiva e passou-se uma bela noite de respouso.

About Ricardo Ribeiro

Comecei a cruzar o mundo já tarde, mas num espaço de tempo relativamente curto senti recuperado o atraso. Foram cerca de cinquenta países e muitas experiências, em apenas nove anos, quase todas narradas no blog Papaléguas. Mas esses escritos são apenas um diário de viagens. Senti que tinha mais a contar, que podia ensinar algo. E decidi iniciar um segundo blog. Se o primeiro pode ser definido como “de viagens”, este é “sobre viagens”.

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