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Istria e Eslovénia, dia 3

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No terceiro dia, a chuva chegou e ficou a pairar, todo o dia, criando o ambiente para a terrível notícia que mais tarde, ao cruzar a fronteira com a Eslovénia recebi (sorry, assuntos pessoais). Assim, a manhã decorreu preguiçosa. Com tais condições metereológicas não me apetecia ir a lado nenhum. Este seria um dia nulo. Passei um par de horas a tratar de trabalho, sempre díficil quando se usa o computador que é o nosso, mas quando chegou à hora do almoço achei que teria mesmo que me pôr a caminho. A única obrigação era chegar a Kopper, já na Eslovénia, antes das 21:30, para ali pernoitar em casa de um couchsurfer.

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Sem ânimo para visitar nada, já conformados com o acerto de contas com a intensidade da véspera fomos directos à bem-amada Grožnjan, para mais um bocadinho descontraido. A chuva tinha trazido aquelas ruas um toque diferente, melhor, até, e redescobri com intensidade os recantos por onde tinha passado no dia anterior. Havia ainda menos gente nas ruas, apesar de suspeitar que num restaurante se abrigava um grande grupo de turistas. O nosso café estava no mesmo lugar, no piso térreo de um edíficio que albergava uma escola de música no andar superior. O chocolate quente estava uma coisa do outro mundo, e num dia chuvoso o quentinho do enorme aquecedor, junto ao sofá, soube ainda melhor.

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Buje seria um local a visitar num dia normal, mas com mau tempo resumiu-se a uma passagem em marcha lenta, que serviu sobretudo para sublinhar o quanto estava a perder por causa das condições climatéricas. Claramente maior do que qualquer outra das aldeias fortificadas que tinhamos visitada até então, Buje já não é na realidade uma aldeia, enquadrando-se mais no conceito de “vila” que temos em Portugal.

E pouco à frente, a fronteira. Do lado croata, até se zangaram por termos parado. De nada lhes interessa, aparentemente, se somos foragidos do seu país. Seguir, e com a maior celeridade, é que é. Já do lado esloveno, outra “alegria”. Uma vista de olhos sumária aos bilhetes de identidade, sem confrontar minimamente a pessoa com a fotografia. É assim que os eslovenos zelam escrupolosamente pelo espaço Schengen que lhes foi confiado. Prezo de saber.

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Para chegar a Koper, uma pequena aventura: entra-se em território italiano, por onde se circula durante uns 15 km, passando-se junto a Trieste, antes de se entrar de novo na Eslovénia. E, por fim, a chegada. O nosso anfitrião viria mais tarde. Turno tardio no trabalho, no importante porto da cidade. Em casa, o seu parceiro de apartamento recebeu-nos com todos os requintes da hospitalidade. Gente cinco estrelas, na realidade, os únicos eslovenos cinco estrelas que se cruzaram no meu caminho durante estes 3 ou 4 dias. E também por causa disso o serão que se adivinhava curto extendeu-se até às duas da manhã.

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About Ricardo Ribeiro

Comecei a cruzar o mundo já tarde, mas num espaço de tempo relativamente curto senti recuperado o atraso. Foram cerca de cinquenta países e muitas experiências, em apenas nove anos, quase todas narradas no blog Papaléguas. Mas esses escritos são apenas um diário de viagens. Senti que tinha mais a contar, que podia ensinar algo. E decidi iniciar um segundo blog. Se o primeiro pode ser definido como “de viagens”, este é “sobre viagens”.

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