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Médio Oriente 2015 – Isfahan – Dia 28

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Depois do dia bem preenchido da véspera acordei com a sensação de que algo não estava bem. Nariz fungão, constipação… vamos ver no que dá. Deixei-me estar na preguiça. O Weather.com prometia céu azul para a tarde e não sentia necessidade de apressar as coisas.

Ao final de manhã, sob os protestos dos meus simpáticos anfitriões que alegavam estar o almoço a sair, pus-me em movimento. Sentia-me bem. Na paragem de autocarro pedi a um rapaz para me ajudar a escolher o devido, que por acaso era também o dele, e segui para o destino… hoje iria ao centro, à praça Imam, a glória maior de Isfahan.

Do ponto onde me apeei até lá seriam uns 1500 metros, mas pelo caminho comprei o bilhete de autocarro para Shiraz e mirei o palácio Hasht Behesht, que não me impressionou o suficiente para me levar a comprar bilhete.

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Já para o Chehel Sotoun saquei do molho de notas e larguei os cerca de 4,50 Eur. O lago estava a encher e a fachada em obras. Fico sempre um bocado aborrecido quando pago um bilhete para algo que não vou usufruir por completo. Mas terá valido a pena mesmo assim. O interior é adornado por magníficas pinturas, devidamente explicadas com legendas bem estruturadas. No fundo é um imenso pavilhão de jardim, grandioso, magnífico, mas não mais do que isso. Felizmente o lago das traseiras estava cheio e permitiu-me umas boas imagens a jogar com os reflexos.

Uma turma de estudantes femininas estava por ali numa visita de estudos. Posaram para uns turistas asiáticos, com grande deleite e excitação. E depois seguiram a professora para o interior, escutando com interesse as explicações. Tempo de me pôr a mexer.

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Cheguei à praça e desgostei de imediato do aclamado local. Charretes de cavalinhos para turistas, mobiliário urbano moderno e imaculado… não é o que espero encontrar quando procuro conciliar o imaginário da fabulosa Pérsia com a realidade. Olho em redor. Aquilo ali deve ser o famoso palácio Aali Qapu. Digo “deve” porque a estrutura se encontra envolta em andaimes. Mais uma. E certamente também não será por isso objecto de um bilhete com desconto. Por falar nisso… vá o visitante tirando placidamente bilhetes para todos estes afamados locais na praça Imam e chegará ao fim do passeio com um bom rombo na carteira. O Taj Mahal é caro? Petra é cara? Os templos de Ankor? Então, fazendo o somatório, os locais de Isfahan batem as marcas.

Andei por ali, pouco entusiasmado. Tirei umas fotos às entradas das mesquitas, entrei no bazar. Quer dizer… o bazar já era. O que há ali agora é um shopping center para turistas que ocupa o espaço onde há décadas existia um verdadeiro bazar.

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Estava a sentir-me engripado. Encolhi os ombros e iniciei a caminhada de regresso. Apanhei o primeiro autocarro às cegas. Wrong move. Virou, tive que sair, andar mais umas centenas de metros, esperar. Ao segundo tive sucesso. E por essa altura já me sentia bastante mal.

Quando cheguei a casa, tinha febre, arrepios. Passei o resto do dia a beber água, jantei com a família, dormi, um sono intermitente, febril. Mais água. Foi assim pela noite dentro.

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About Ricardo Ribeiro

Comecei a cruzar o mundo já tarde, mas num espaço de tempo relativamente curto senti recuperado o atraso. Foram cerca de cinquenta países e muitas experiências, em apenas nove anos, quase todas narradas no blog Papaléguas. Mas esses escritos são apenas um diário de viagens. Senti que tinha mais a contar, que podia ensinar algo. E decidi iniciar um segundo blog. Se o primeiro pode ser definido como “de viagens”, este é “sobre viagens”.

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