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O Virus Zika

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Sente necessidade de descobrir tudo sobre o vírus Zika? Vou tentar ajudar. Começando pelos factos, puros e duros. Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, o víruz Zika não apareceu ou foi descoberto subitamente em 2016. Talvez os media internacionais tivessem poucas matérias para explorar nesse início de 2016, e, como sabemos, o medo vende sempre bem, e por isso o aparecimento do Zika no continente Americano foi uma oportunidade para lhe apontar o foco das atenções.

Um pouco de História

O vírus chama-se Zika em referência à floresta ugandesa onde foi pela primeira vez detectado, em 1947. Em 1952 foi identificado o primeiro caso de Zika num humano. Desde então, e até 2007 a incidência da doença em pessoas foi quase nula. Existem apenas 14 registos de seres humanos infectados pelo vírus nesse intervalo de tempo. A partir de 2007 a doença alastra e multiplica-se entre humanos. Até ao início de 2016 as ocorrências estiveram confinadas a algumas regiões de África e da Ásia, mas no primeiro trimestre deste ano surgiu em alguns países América Central e do Sul, com uma expansão considerável.

Como é que o Zika se apanha?

Existem diversas formas de contrair Zika sendo que a mais frequente é através da picada de um mosquito infectado. Pode-se também apanhar a doença através da prática sexual e, num caso de gravidez, da mãe para o feto. Suspeita-se que poderá ser transmitido através de transfusão sanguínea com sangue infectado, mas esta possibilidade não foi ainda comprovada.

A espécie de mosquito que transmite Zika mais frequentemente é a Aedes aegypti, o bicho “simpático” que já passa o dengue e outras enfermidades menos conhecidas. Este tipo de mosquito encontra-se activo durante o dia, mas esta indicação é apenas isso mesmo, um princípio geral, até porque existem espécies menos comuns de mosquitos associadas ao Zika.

Quais são os sintomas do Zika?

Os sintomas da doença não são claros, podendo facilmente ser confundidos com os de patologias bem comuns, como os das gripes: febre, irritação cutânea, articulações doridas e olhos avermelhados.  Em alguns casos podem ocorrer dores de cabeça e dores musculares. Estes sintomas duram alguns dias, raramente mais do que uma semana. Pode suceder que os sintomas sejam tão vagos que a pessoa infectada não se chegue a aperceber que teve Zika. Seja como for, é raro que o paciente sinta necessidade de recorrer a um hospital devido à infecção com Zika. Os sintomas são tão vagos que em caso de necessidade, por exemplo, tratando-se de uma mulher grávida, será necessário proceder a análises ao sangue ou à urina.

O Zika é perigoso?

Depende. Para uma mulher grávida, o Zika é um enorme problema, porque as probabilidades do feto sofrer microcefalia, de que resultarão deficiências cerebrais, são consideráveis. Pode ler aqui um bom artigo sobre a questão do Zika durante a gravidez. É portanto altamente desaconselhado a uma mulher grávida a viagem até regiões onde existam casos de Zika. Note-se que se acredita neste momento que uma mulher que contraiu Zika poderá engravidar sem problemas no futuro. Para toda as outras pessoas, será mais ou menos tão perigoso como uma gripe forte. De acordo com o prestigiado instituto norte-americano Centro para a Prevenção e Controle de Doenças, a mortalidade associada ao Zika é quase nula.

Existe uma vacina contra o Zika?

De momento não existe nenhuma vacina contra o Zika, tal como sucede no caso da Malária e do Dengue. A protecção deverá ser feita apontando à prevenção de picadas de mosquitos. De resto, não existe tão pouco medicamentação para os casos de infecção, que são tratados com o comum Paracetamol. Na realidade, parece existir uma “vacina”: a própria infecção. Um individuo que apanhar Zika uma vez, não voltará a contrair a doença.

 

 

 

About Ricardo Ribeiro

Comecei a cruzar o mundo já tarde, mas num espaço de tempo relativamente curto senti recuperado o atraso. Foram cerca de cinquenta países e muitas experiências, em apenas nove anos, quase todas narradas no blog Papaléguas. Mas esses escritos são apenas um diário de viagens. Senti que tinha mais a contar, que podia ensinar algo. E decidi iniciar um segundo blog. Se o primeiro pode ser definido como “de viagens”, este é “sobre viagens”.

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