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Praga. 29 de Março. Dia 2. Tarde.

Depois das andanças matutinas e de um retemperador momento no apartamento, atravessámos a ponte Karlovo, ícone máximo da cidade, sempre pejada de turistas e de artistas de rua, que se dividem entre os expositores plásticos e os que actuam ali, explanando os seus dotes musicais… ou outros. Neste dia apreciámos uma insólita banda de jazz e um dedicado manipulador de marionetes, dispensando as respectivas, e, diga-se, bem merecidas moedinhas, aos artistas.

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Já na margem Este tomámos um eléctrico que nos poupou algum trabalho, e saimos na paragem devida. Próxima etapa: Vysehrad. Muitos não saberão mas esta obscura colina é na realidade o centro histórico da cidade. Sim, foi aqui que tudo nasceu. Talvez goste tanto do lugar por ter sido o meu primeirissimo destino como turista em Praga, em Outubro de 2005. Ou será porque aprecio genuinamente o ambiente familiar que sinto de cada vez que ali vou? Apesar de um acesso relativamente fácil, não é demasiado comum encontrar turistas neste recanto. Pelo contrário, o público característico do alto de Vysehrad e dos seus jardins são os casais de namorados de todas as idades e as famílias completas ou fraccionadas. Sobretudo é gente local, que ali vai usufruir da calma e das vistas sobre a sua cidade. 

Também aqui se faz sentir a passagem recente do Inverno. A esplanada do aconselhável restaurante (bom, não será um restaurante num sentido formal, mas é excelente para uma refeição ligeira a preços muito interessantes) encontra-se ainda recolhida, aguardando a chegada segura da estação das flores, quando o número de visitantes sobe a pique. A perspectiva que se obtém do topo da muralha é preciosa: para muitos, será o ponto mais a norte de Praga a que irão, e daqui verão a cidade perder-se no horizonte, entre as pontes e as ilhas do Vltava.

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Depois de uma passagem junto à “rotunda” de São Martinho, uma preciosidade construida no século XI, não deixámos de observar a interessante estatuária colocada num dos espaços verdes junto à imponente catedral de São Pedro e São Paulo, antes de entramos respeitosamente no pequeno cemitério onde as elites da cidade se encontram disfrutando de um repouso que se espera eterno. O alegado nascimento de Praga aqui em Vysehrad tem um significado especial: ao longo dos tempos, em épocas em que o nacionalismo desperta entre as gentes, a importância do local ganha novos significados. Os nacionalismos checos têm olhado desde sempre para o local como se de uma Meca eslava se tratasse. É por isso que os túmulos do seu cemitério têm um interesse especial, apresentando uma concentração pouco normal de altas individualidades, como é o caso do músico Dvorak.

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Se a ascenção até Vysehrad se fez pelo flanco sul, a descida foi mais directa, pelos pequenos caminhos que conduzem até ao rio. E já que estávamos ali tão perto, seguiu-se uma visita a Andel, onde se encontra uma das concentrações comerciais mais substanciais da cidade, com o seu grande centro comercial e o hipermercado TESCO (que creio ser o único em Praga).  Abastecemo-nos fartamente de víveres e guloseimas, e regressámos à base com a sensação de um dia bem preenchido.

About Ricardo Ribeiro

Comecei a cruzar o mundo já tarde, mas num espaço de tempo relativamente curto senti recuperado o atraso. Foram cerca de cinquenta países e muitas experiências, em apenas nove anos, quase todas narradas no blog Papaléguas. Mas esses escritos são apenas um diário de viagens. Senti que tinha mais a contar, que podia ensinar algo. E decidi iniciar um segundo blog. Se o primeiro pode ser definido como “de viagens”, este é “sobre viagens”.

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Um comentário

  1. ahhh vysehrad!! visitas-te om museu l?
    tem uma lenda sobre o nascimento de praga muito giro.

    aquele sitio é super calmo, e mágico no inverno!!
    algo me diz que ainda lá vou passar muito tempo!

    e a ponte carlo.. foi onde passei o meu final de ano. Inesquecivel!

    Mas com certeza onde vou passar mais tempo é no TESCO.
    Chocolates tãaãoooo bons e baratos… :s ai ai

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