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Turquia – Dia 22 – Istanbul

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Dormi de novo no meu enorme quarto open space no aeroporto Sabia Gokcen, em frente ao Burger King. E desta vez a noite ainda correu melhor. Já a contar as moedas para não me ver obrigado a levantar mais dinheiro, comprei uma lata de Coca-Cola no quiosque, estive um pouco ao computador e depois preparei-me para dormir. Tampões nos ouvidos, keffyeh nos olhos, todo eu no saco-cama e boa noite. Acordei sete horas depois, fresquinho. Levantei o acampamento e fui apanhar o autocarro para Kadikoy, uma volta mais demorada mas também muito mais económica.

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Soube-me bem apanhar aquele ferry com os primeiros raios de sol. A luz estava espectacular e para onde quer que olhasse via algo que me entusiasmava. As pessoas que se moviam para o trabalho, uma mulher que à popa reza em silêncio, os outros ferries que se cruzavam com o meu, os navios de carga que entravam no Bósforo. E a velha estação de caminhos de ferro, a mesquita ao seu lado. Depois, os enormes paquetes atracados no cais comercial, a torre de Galata, a ilha, a silhueta das grandes mesquitas de Istanbul.

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Tudo isto deu-me uma enorme energia. Contra todas as expectativas, em vez de me dirigir de imediato a casa para um descanso merecido, entrei pela Istanbul antiga, subi até aos mercados, passei por ruas que desconhecia, encontrei um dos liceus mais emblemáticos da cidade. Mas aqueles mercados têm uma influência negativa na minha alma. Assim como as travessias do Bósforo me levantam a moral, descobri que a proximidade aquela parte da cidade me sugava a boa-disposição. As pessoas são obscuras, expressões agressivas, desagradáveis, sem um sorriso ou um traço de alegria. As ruas são sujas, a multidão acotovela-se. Detesto. Não suporto a zona comercial de Istanbul antigo, os bazares e as suas proximidades. Sai dali já com a alma turva, e precisei de algum tempo para recuperar.

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Atravessei uma vez mais a ponte de Galata, ainda relativamente vazia e sossegada aquela hora. Apanhei o ascensor-metro para cima, e de Tunnel caminhei até Taksim com toda a calma. Apesar do prolongado passeio ainda agora era meio da manhã.Sai do metro na estação de Levent 4 para dar uma vista de olhos no prédio mais alto da Turquia, mesmo ali, à beira do túnel de saída, e voltei para dentro.

Cheguei a casa pelas 11:30 e o Emre estava lá, enroscado no sofá, com uma carraspana de gripe que se encarregou de me passar, para que a trouxesse para Portugal.

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O resto do dia foi passado em casa. Conversa, descanso, muita ronha. Aproveitei também para planear com cuidado o dia seguinte. Depois de alguma indecisão sobre o que fazer naquele último dia na Turquia, que se previa um Domingo cheio de sol: a prioridade seria para o museu Rahmi Koç.

 

About Ricardo Ribeiro

Comecei a cruzar o mundo já tarde, mas num espaço de tempo relativamente curto senti recuperado o atraso. Foram cerca de cinquenta países e muitas experiências, em apenas nove anos, quase todas narradas no blog Papaléguas. Mas esses escritos são apenas um diário de viagens. Senti que tinha mais a contar, que podia ensinar algo. E decidi iniciar um segundo blog. Se o primeiro pode ser definido como “de viagens”, este é “sobre viagens”.

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