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Turquia – Dia 24, 25 e 26 – Istanbul para Roma, roma para Sevilha

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Acordei o pobre Emre para me despedir dele com um abraço e um até breve amigo. Foi bom ter de novo na minha vida este bom Emre, sempre tão generoso e pronto a ajudar, tal como me lembrava dele dos nossos tempos comums em Praga, que amiúde foram recordados durante aqueles serões caseiros que passei na sua casa de Istanbul. Sai para a caminhada até ao metro ainda de noite cerrada. Queria reduzir ao mínimo os riscos de um azar no percurso para ao aeroporto, estava preocupado com um potencial incidente com o trânsito, mas como tudo correu dentro da normalidade cheguei lá com uma grande margem de tempo.

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Cheguei a Roma a meio da tarde e preparei-me para as próximas horas. Explorei o aeroporto de Fiumicino, passei no interior e no exterior, e com isto caiu a noite. Descobri um canto onde havia uma ficha eléctrica que usei amiúde naquelas cerca de dezasseis horas para manter o netbook com carga. Quanto a Internet, é gratuita durante 30 minutos, mas como a atribuição do período é controlado por uma password entregue no número de telemóvel indicado, tive acesso ininiterrupto graças aos muitos amigos que se prontificaram a me re-enviar as passwords que eu solicitava para entrega nos seus telefones.

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Em Fiumicino pela primeira vez vi “sem abrigo” a viver num terminal, vasculhando nos caixotes de lixo, usando as mesmas fichas eléctricas para recarregar os seus telemóveis. Fora isso, nada a assinalar neste aeroporto. Para me aconchegar para a noite subi ao piso “mezanine” e ocupei três lugares de um banco sem braços. A rotina costumeira: botas fora, mochila debaixo do banco, mochila pequena com os bens mais valiosos a servir de almofada, tampões nos ouvidos, lenço nos olhos e todo eu dentro do saco-cama. Mais uma noite bem dormida. Adormeci e acordei sete horas depois. Levantei-me com toda a calma, tomei o pequeno-almoço improvisado, fui até ao meu posto de Internet junto às fichas eléctricas e fui-me embora. Comprei o bilhete do autocarro para o centro (5 Eur) e fui-me a Roma.

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A carga completa não me estorvou até porque agora vou mais leve do que à vinda. Houve algumas baixas na bagagem, a mochila está quase vazia. E foi assim que vagueei por Roma, sem rumo definido. Gostei, sobretudo quado me afastei mais dos locais turísticos. Passei pela famosa Via Venetto e pelos seus hóteis e esplanadas cheios de glamour, e sentei-me um pouco à entrada do jardim Borghese, que de seguida explorei, com energias renovadas.

O relógio foi caminhando e a hora de me encontrar com o Maurizio começou a aproximar-se com o final da tarde. Iniciei a caminhada para o centro, de onde transitaria até à estação de comboio suburbano para Parco Leonardo, onde vive este meu amigo. Um pequeno desvio para visitar a famosa fonte Trevi, que tinha bastante curiosidade em ver. A multidão de turistas em seu redor é incrível e para mim acaba por ser tão interessante como a própria fonte.

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Apliquei o que aprendi quando cheguei. Comprei o bilhete (e logo o de regresso, por causa das coisas) no mesmo local, onde o mesmo tipo simpático me atendeu. Depois trilhei o caminho conhecido até à estação Roma Ostiense, dirigi-me à linha 12, e esperei pelo próximo comboio. Parco Leonardo. Ainda faltava cerca de uma hora para o momento do encontro com o Maurizio. Simples, sentei-me a beber uma Coca-Cola num dos restaurantes do centro comercial, e lá nos encontrámos.

Ele preparou um jantar simples mas gostoso para nós, depois vimos filmes (o Maurizio é um especialista da sétima arte) e por fim, adormeci na cama preparada para mim no sofá da sala.

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Na manhã seguinte tive que acordar o meu amigo. Tinhamos combinado sair juntos, porque os nossos timings coincidiam, mas se não o tivesse acordado teria chegado certamente tarde ao trabalho. Lá fomos, lá viajámos até Roma, separámo-nos com um abraço na minha estação e ele seguiu. Eu, mudei para o metro (1,50 Eur), e transferi-me até Termini, onde fiz questão de chegar com uma hora de avanço. E em boa hora, porque os autocarros estavam a circular todos atrasados. Felizmente que coloquei uma margem de segurança sólida no plano de viagens. Assim, correu tudo certo. Cheguei ao aeroporto uma hora e meia antes do voo. E em breve estava no ar. Paragem seguinte, Sevilha, onde tinha boleia à espera no aeroporto. E pronto. Foi assim que em 2013 passei quase um mês na Turquia, com passagem por Roma.

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About Ricardo Ribeiro

Comecei a cruzar o mundo já tarde, mas num espaço de tempo relativamente curto senti recuperado o atraso. Foram cerca de cinquenta países e muitas experiências, em apenas nove anos, quase todas narradas no blog Papaléguas. Mas esses escritos são apenas um diário de viagens. Senti que tinha mais a contar, que podia ensinar algo. E decidi iniciar um segundo blog. Se o primeiro pode ser definido como “de viagens”, este é “sobre viagens”.

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