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Um voo Ryanair com as novas regras

letsgo-lisbonEsta semana o Cruzamundos teve que ir ao Porto e aproveitou a ligação Ryanair. Os bilhetes custaram 16 Eur para cada lado e foi o primeiro voo com a companhia irlandesa depois da primeira vaga de melhoramentos das condições para os passageiros. O primeiro sinal tornou-se visivel na porta de embarque: aos famigerados cestos metálicos para verificação das dimensões da bagagem foi soldado um cesto suplementar, mais pequeno, para medição do tamanho do segundo volume de bagagem agora permitido. Contudo, neste voo, nada foi verificado e o embarque fez-se célere e sem atrasos.

Uma vez a bordo, e após a descolagem, revelaram-se duas das outras novas medidas: as luzes da cabine foram reduzidas e a tripulação absteve-se de anúncios comerciais. A apresentação das propostas Ryanair fez-se logo no início (raspadinhas, perfumes, comida e bebida) e a partir dai instalou-se o sossego. Os comissários de bordo fizeram uma ou duas discretas passagens com o carrinho de bebidas, em enorme silêncio e foi tudo muito agradável.

À volta, foi um pouco diferente. Por alguma razão as luzes não foram reduzidas, mas fora isso, sentiu-se também o reflexo destas novas medidas de respeito pelos passageiros. Não há dúvida, a companhia está em enorme esforço para melhorar a sua imagem, e no que que me toca está a conseguir em toda a linha. Uma das coisas que mais me tinha perturbado na minha relação com a Ryanair, diria mesmo que de forma determinante, tinha sido a introdução dos malfadados “captcha”, que impediam uma verificação rápida de várias possibilidades de ligações e de diversos destinos. Esse inconveniente já tinha terminado há algum tempo, mas agora verifiquei in loco algumas das outras melhorias anunciadas.

Foi um gosto entrar por ali adentro com a mochila ao ombro e o portátil na mão, algo até há bem pouco tempo impossível para um passageiro da Ryanair. Ironicamente, esta companhia passou da posição de mais estricta na sua política de bagagem, para a low cost mais generosa neste capítulo.

Par adoçar ainda mais o voo, a revista de bordo, a Let’s Go, tinha como tema de capa a cidade de Lisboa (ler online).

About Ricardo Ribeiro

Comecei a cruzar o mundo já tarde, mas num espaço de tempo relativamente curto senti recuperado o atraso. Foram cerca de cinquenta países e muitas experiências, em apenas nove anos, quase todas narradas no blog Papaléguas. Mas esses escritos são apenas um diário de viagens. Senti que tinha mais a contar, que podia ensinar algo. E decidi iniciar um segundo blog. Se o primeiro pode ser definido como “de viagens”, este é “sobre viagens”.

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Um comentário

  1. Olá,

    Ainda não voámos com a Raynair desde que alteraram as regras. O problema era sempre com a maquina fotográfica, tinhamos de arranjar mil-e-uma maneiras de a meter na bagagem de mão. Finalmente esse problema está resolvido.

    Mas, olha, fizemos milhares de km com a Ryanair ao longe de muitos anos e nunca tivemos problemas de maior, desde que se cumprissem as regras.
    Ficamos felizes em saber, contudo, que pugnam por melhorar a imagem e o atendimento aos clientes.
    Obrigado pela partilha.
    Um Abraço

    Sérgio
    http://www.osmeustrilhos.pt

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