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Viena. 30 de Setembro. Dia 10.

Acordo já tarde, depois da noite intensa da véspera, como aliás se tornou um hábito em Viena. Com o que resta da manhã não há muito a fazer, mas aventuro-me um pouco. Sempre com os olhos postos no relógio, pois que pelas duas da tarde vou-me encontrar com os meus companheiros de apartamento para uma passeada pelos parques além Danúbio. Divertimo-nos bastante nessa tarde. Chegamos perto da enorme torre da televisão. A ascensão custa €6. E um salto de… falha-me a palavra, mas vocês sabem… aquela brincadeirinha de saltar de uma ponte ou algodo género com um elástico preso à perna… pois… eles fazer isso a partir do topo da torre. E custa uma pipa de massa.

O dia está excelente e os vienenses aproveitam: muitos passam por nós de bicicleta, enquanto outros preferem os patins em linha. Nos relvados joga-se à bola, descansa-se. É um ambiente de lazer, que se estende por quilómetros e quilómetros. Chegamos até ao complexo de prédios que cresceu em redor do edíficio das Nações Unidas, onde está sedeada a comissão atómica. Para trás deixamos uma enorme cruz, construida no local onde o Papa deu missa, em 1987. Estamos cansados e esfomeados, e debatemos o programa para o resto dia. Inicialmente deveriamos jantar no Tunnel, um espaço onde a comunidade de couchsurfers vienenses se reúne nos dias 7 de cada mês. Mas ainda é cedo para ir até lá e a fomeca aperta. Assim sendo, decidimos governar-nos com a prata da casa, ou seja, com os mantimentos que o Thomas tem em casa. E o resultado não poderia ser melhor: partilhamos um pão que compramos antes de chegarmos a casa numa loja turca, e os rapazes preparam uma salada enquanto eu tomo um duche. Partilhamos a saborosa refeição com prazer sincero, apreciando a companhia mútua. Para acompanhar a salada são colocados em cima da mesa boiões com os mais variados sabores: creme de chocolate, pastas salgadas, manteiga de amendoim, manteiga com yogurte.

Está agora na hora de seguirmos para o Tunnel. E que agradável é. Todos os dias há música ao vivo, sobretudo jazz. Quando chegamos a sala está ainda pouco composta, mas aos poucos vai-se enchendo. E isso inclui as duas amigas do Thomas que chegam para nos fazer companhia. Uma alemã e uma austriaca, que ficam comosco até o espectáculo acabar. Têm um exame de admissão na universidade no dia seguinte, e não podem prolongar a noite em demasia. Já eu e o Thomas damos por nós a cear pelas duas da manhã. Uma pizza “caseira” de pepperoni e outras delícias, por cerca de 4 euros! Depois é hora de retornar. O Thomas conhece todos os truques e percursos dos transportes urbanos. Andamos até chegar a uma paragem onde deverá passar um autocarro nocturno. E assim sucede. Em breve estaremos em casa.

About Ricardo Ribeiro

Comecei a cruzar o mundo já tarde, mas num espaço de tempo relativamente curto senti recuperado o atraso. Foram cerca de cinquenta países e muitas experiências, em apenas nove anos, quase todas narradas no blog Papaléguas. Mas esses escritos são apenas um diário de viagens. Senti que tinha mais a contar, que podia ensinar algo. E decidi iniciar um segundo blog. Se o primeiro pode ser definido como “de viagens”, este é “sobre viagens”.

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