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Bits & Viagens: Postagram

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Às vezes tenho um daqueles momentos. Olho para algo e penso: “- Que ideia do caneco!”. Aconteceu ontem à noite, quando passava a vista por algumas notícias do mundo das viagens, já enfiado na caminha para uma boa noite de sono. “Postagram”, já ouviu falar? Se calhar, sim. Mas para mim foi uma novidade. E do que se trata?

Postagram é um conjunto formado por um software e por um serviço, tendo sido criado pela empresa norte-americana Sincerely, e já vamos ver para que serve. O programa está disponível para smartphones iOS e Android (curiosamente diz ser incompatível com o meu tablet Samsung Galaxy Tab 2) e pode ser usado directamente no website da empresa. Como estamos a falar do Postagram na perspectiva do viajante, vou assumir que será usado a partir de um smartphone.

A primeira coisa a fazer, claro está, é instalar o programa. Depois, há que criar uma conta Sincerely. Dois passos que são totalmente gratuitos. Uma vez concluídos estará em condições de usufruir desta excelente ideia. Imagine que está a viajar, lá para trás do sol posto, e está a deliciar-se com uma bebida tropical, deitado numa espreguicadeira, à beira do mar que banha aquela paradisiaca praia na Tailândia. E de repente, vem-lhe ao pensamento: ” – O que a avó Clara não daria para ver onde estou neste momento!”.

Pronto, agora a avó Clara já pode ver. Pode demorar uns dias mas basta seguir estes passos: tirar uma fotografia com o seu smartphone, abrir a app Postagram, inserir a imagem capturada e um pequeno texto, e enviar. Mas… a avó Clara não usa internet… nem mesmo essa modernice dos telemóveis… então, como é? Simples. A Sincerely vai imprimir o postal que acabou de compôr e enviar para a morada que indicar (podem ser múltiplos destinatários). E o melhor de tudo é que o preço é completamente razoável: USD 0,99 para moradas nos EUA e USD 1,99 para todas as outras. Ou seja, no nosso caso, 1,50 Eur. E os cinco primeiros postais são por conta da casa. O tempo de entrega média para a Europa ronda uma semana.

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Como referi, pode também usar o Postagram no conforto da sua casa, quem sabe elaborando um pouco melhor o postal. Até porque pode enviar aquelas imagens tiradas pela sua câmara a “sério”. As condições são três: o formato deve ser .JPG, .GIF ou PNG; a imagem tem de ter no minimo 612×612 pixels; a imagem não pode ter mais de 8 Mb. Não sei se detectou o problema: infelizmente a Sincerely optou por entrar em colisão com o formato tradicional da fotografia – rectangular. Já aborrece que em websites como o Facebook ou o 500px as fotografias sejam permanente cortadas para caberem no formato quadrangular. Não havia necessidade disso num postal.

O fundo do postal é sempre negro, sem possibilidade de escolha. Pode incluir uma pequena imagem nossa, com um impacto visual semelhante ao de um selo. Na área da nossa conta podemos adquirir créditos Postagram, verificar o andamento dos postais recentemente encomendados e gerir a lista de endereços que mantemos na base de dados deles, prontos a serem usados a qualquer momento.

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Ainda não vi pessoalmente um postal deles, mas garantem que tem a qualidade de um dos que se compram nas lojas. Claro que não será a mesma coisa. A fotografia não é profissional, mas por outro lado é pessoal. É capaz de sair um tudo nada mais caro do que adquirir um postal numa loja e ir aos correios enviá-lo, mas poupam-se esses trabalhos. Falta a nossa caligrafia no postal, mas aposto que haverá ocasiões em que o Postagram dará muito jeito.

Há imensos anos que não envio uma carta ou um postal a ninguém. No mundo em que me movimento as comunicações modernas, basicamente por Internet e telemóvel, eliminaram totalmente as formas tradicionais. Sei que não estou preparado para regressar ao passado e reatar a minha relaçao com papel de carta e envelopes e selos e filas nos correios. Mas acho que com Postagram consigo obter uma solução consensual. Estou entusiasmado.

 

About Ricardo Ribeiro

Comecei a cruzar o mundo já tarde, mas num espaço de tempo relativamente curto senti recuperado o atraso. Foram cerca de cinquenta países e muitas experiências, em apenas nove anos, quase todas narradas no blog Papaléguas. Mas esses escritos são apenas um diário de viagens. Senti que tinha mais a contar, que podia ensinar algo. E decidi iniciar um segundo blog. Se o primeiro pode ser definido como “de viagens”, este é “sobre viagens”.

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