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Bits & Viagens: Home Exchange

Hoje trago-vos mais um website que poderá ajudar-vos a cortar custos de viagem, nomeadamente no que toca a alojamento. Claro que não é para todos. Aliás, nada é para todos. Mas os que tenham um pouco de espírito de aventura e sejam algo liberais, poderão dar-se bem.

Basicamente o esquema é o seguinte: vocês vão de férias e ficam em casa de alguém que entretanto veio de férias e ficou em vossa casa. Descrita a permissa de base, há que entrar nos detalhes.

Primeiro, não é gratuito. A utilização do website, pelo menos de forma integral, tem um custo, traduzido num pagamento anual de cerca de 25 Eur – o valor exacto muda com alguma regularidade, de acordo com promoções que se sucedem e oscilações no preço. Sem este pagamento, poderá consultar todo o conetúdo da base de dados mas não poderá contactar ou ser contactado. Se acha uma boa ideia mas está hesitante poderá tentar pedir um período experimental. Eu recebi um convite para usufruir de full membership por duas semanas e aceitei. Já tinha criado uma conta há algum tempo. O website tem um sistema serviço de ajuda online, através de chat em tempo real, e pode perguntar ao assistente se não há maneira de usufruir de tal período de experimentação.

Como tantas vezes sucede, poderá ter um problema de confiança com este modelo. É razoável. Afinal de contas trata-se de deixar entrar estranhos em sua casa e, mais ainda, lá ficar sem supervisão. Mas por outro lado, a verdade é que eles estarão a oferecer-lhe a sua confiança. E, claro, como seria de esperar existe um sistema de comentários que lhe permite ler o que outras pessoas anteriormente envolvidas com as que está interessado em permutar escreveram sobre elas.

O sistema tem algumas fragilidades. Não muitas, mas tem. Por exemplo, a sua localização é determinante no sucesso da sua experiência. Se viver numa pequena cidade do país profundo, é pouco provável – mas não impossível – que venha a beneficiar do Home Exchange. Já se tiver um apartamento no centro de Lisboa, é certo que poderá ir de férias para onde lhe apetecer sem gastos de alojamento.

Existem várias modalidades permanentes, que permitem que pessoas com situações e perfis diferentes usufruam do projecto. Se tiver uma casa de férias, poderá fazer trocas em alturas diferentes. Poderá incluir um carro na permuta – algo que me parece um pouco arriscado, mas a verdade é que há muita gente que o faz. Há as trocas de curta duração, basicamente um fim-de-semana, e, opostamente, as trocas para períodos de tempo prolongado, que podem ir até meses.

A minha experiência? Ainda não me envolvi numa troca. Inscrevi-me com o intuito de encontrar uma situação de longo termo para Praga, oferecendo em troca um apartamento em Vilamoura para o qual não tenho grande utilidade fora da época de Verão. Já tenho uma série de contactos para o que pretendia e diversas pessoas escreveram-me com propostas diversas. Uma escritora que vive num barco num canal de Amesterdão, um casal com um apartamento no centro da zona histórica de Avignon, alguém de Buenos Aires, outro da Austrália, e mais uns quantos que não me ficaram na memória.

O website está bem construido, com uma filosofia que priviligia a facilidade de utilização. As opções de filtragem são muitas. Pode-se colocar um “like” em cada perfil, para consulta posterior. É fácil manter a nossa conta organizada e até dar uma resposta negativa se torna simples, existindo um botão que gerará automaticamente uma mensagem muito educada que contudo declinará a proposta recebida.

Existem diversos projectos com este modelo, mas considero que o HomeExchange.com é o mais sólido e popular. Segundo eles, conta com mais de 55.000 perfils distribuidos por cerca de 150 países e já foram efectuadas para cima de um milhão de trocas.

About Ricardo Ribeiro

Comecei a cruzar o mundo já tarde, mas num espaço de tempo relativamente curto senti recuperado o atraso. Foram cerca de cinquenta países e muitas experiências, em apenas nove anos, quase todas narradas no blog Papaléguas. Mas esses escritos são apenas um diário de viagens. Senti que tinha mais a contar, que podia ensinar algo. E decidi iniciar um segundo blog. Se o primeiro pode ser definido como “de viagens”, este é “sobre viagens”.

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2 comentários

  1. Oi…Ricardo!
    Acho esta ideia deveras interessante…mas agora que o governo português, resolve espiolhar os alojamentos paralelos, será que em termos de legalidade, é viável e não traz complicações, aqui em Portugal?
    No meu caso…o apartamento, não é meu, é alugado. Corro riscos, em relação ao meu senhorio?
    Cumprimentos,
    Manuela Costa Dias

    • Em relação ao Governo não vejo como pode interferir ou que desejo possa ter de interferir… não há rendimentos, não é com eles. Tal como Couchrusfing. Se fosse em Cuba era capaz de ser mais complicado 🙂

      Agora… com o senhorio não sei. É como emprestar o apartamento a amigos, para todos os efeitos.

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