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Etiópia. Dia 9. Gondar a Adis Abeba.

Um dia de trânsito, passado maioritariamente em Gondar. O voo era só ao final da tarde e a dona do estabelecimento deixou-nos ficar com o quarto até à hora da saída. Bem, na maior parte dos países do mundo, quando nos dizem que podemos ficar com o quarto até determinada hora, significa um gesto de cortesia. Não ali. Afinal podíamos ficar desde que pagássemos, um pormenor que ficou omitido.

O dia passou-se sem novidade. Mais utilizado para relaxar do que qualquer outra coisa. Mais uma refeição no restaurante Three Sisters. E à hora combinada, um táxi para nos levar. A nós e a um checo muito mal encarado que tinha acabado de ter um ataque de cólera quando percebeu que como nós teria que pagar por ter deixado as coisas no hotel até à hora da partida. Fazia parte de um grupo onde claramente era a ovelha ranhosa, o “troublemaker”. Como eles não cabiam todos num só táxi, veio connosco.

Sem novidade, chegou-se ao aeroporto – bem longe do centro de Gondar – e embarcou-se no voo doméstico da Ethiopian Airways. Iríamos chegar já tarde a Adis Abeba onde um carro do hotel nos esperaria. E assim foi. Sem grandes sobressaltos foi encontrado o condutor, numa espécie de repetição da chegada ao país. Desta vez, já familiarizados com a Etiópia, o encontro foi mais descontraído e num instante estávamos a ser largados à porta do Vamos Guesthouse, que na realidade é um hotel convencional e provavelmente a melhor opção para ficar na capital etíope.

Na realidade, o Vamos Guesthouse ganhou um lugar no meu coração, não só pelo três dias que ali passei mas pelo que aconteceu mais tarde, na minha última noite na Etiópia, que será contado em devido lugar. E até nem começou especialmente bem. O pessoal foi desde o primeiro segundo uma jóia, mas o quarto que nos deram tinha uma camisinha daquelas, usada, junto à sanita, mas pior que isso, de cada vez que alguém usava água naquele hotel disparava a bomba que ficava mesmo ali ao lado. Muito mau. Mudámos de quarto, mas só havia mais um livre, não era tão agradável, mas pronto.

Agora, nos dias que se seguiram, fiz amizade com o gerente, com todo o pessoal, na realidade. Vivia-se ali um ambiente muito positivo, as vibes eram muito boas. E portanto, a não ser que muita coisa tenha mudado, é um lugar que aconselho para ficar na cidade. Aliás, estudei intensamente todas as possibilidades e não há de facto comparação, dentro de uma gama de preços budget superior. A vizinhança é agradável, a posição é imbatível, os quartos são bons, dentro da relação preço-qualidade, a a Wi-Fi a mais rápida que tive na Etiópia.

 

 

About Ricardo Ribeiro

Comecei a cruzar o mundo já tarde, mas num espaço de tempo relativamente curto senti recuperado o atraso. Foram cerca de cinquenta países e muitas experiências, em apenas nove anos, quase todas narradas no blog Papaléguas. Mas esses escritos são apenas um diário de viagens. Senti que tinha mais a contar, que podia ensinar algo. E decidi iniciar um segundo blog. Se o primeiro pode ser definido como “de viagens”, este é “sobre viagens”.

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