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Islândia 2015 – Dia 2

O plano era simples: sair de manhã, explorar Reykjavik e voltar para casa quando o cansaço ou o frio vencessem. A tarefa foi facilitada pela disponibilidade do anfitrião de dar uma boleia para o centro, implicando também uma poupança. Menos um bilhete de autocarro.

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O frio era atroz. Nunca senti tanto frio na vida e tudo por causa do vento. Acho que a temperatura mínima recorde que experimentei foi de -20 graus, mas isso foi uma brincadeira de crianças quando comparado com os -2 de hoje… -2 com um vento gélido vindo do mar, das montanhas, de todo o lado onde há humidade e gelo e tudo o que é polar.

O dia foi andar pela cidade. Sem nada a comentar. Desinteressante como esperava, mas com o frio a tornar a experiência ainda mais desagradável.

Em Reykjavik nem o cemitério antigo anima. Gosto tanto de apreciar um bonito cemitério e depois de me deleitar com o vi noutros países escandinavos esperava algo especial aqui, mas não. As campas muito iguais, todas alinhadas, sem nenhum factor “wow”. Foi uma volta rápida.

Num par de linhas se resume tudo o que vi na capital da Islândia. As coisas que vêm em qualquer guia e que me ensinaram o que já suspeitava: o sentido estético dos islandeses é duvidoso. Não gosto. Não gosto nada. O único elemento vagamente agradável são as casas de chapa ou de madeira pintadas em cores vistosas.

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Fora isso, nada a assinalar. Passei pelo centro cultural HARPA, pelo monumento à beira-mar que se tornou talvez no elemento mais fotografado da localidade, pelo porto antigo, pela primeira rua de Reykjavik onde se encontra a primeira casa da cidade, aquela igreja horrivel que se vê de todo o lado, mesmo de fora da cidade, a moradia onde os lideres da União Soviética e dos EUA assinaram o acordo que marcou o final da Guerra Fria.

O centro é diminuto, se considerado no seu sentido mais restricto, com duas praças quase contíguas e o hotel Borg, o primeiro de prestígio existente no país, construido em 1930.

Sobre estes elementos não há portanto nada a contar. Nada que não conste nos tradicionais guias de viagem. Sobre o resto… não há resto. Ah sim! Encontrei-me com o Julio, um camarada espanhol que me passou a chave da casa onde ficarei amanhã. Dez minutos de boa conversa terão sido o melhor do dia. Isso e as compras no supermercado Bónus. Foi uma boa incursão, a primeira, a um supermercado. As coisas não são tão caras como muitas vezes se pensa. Quer dizer, algumas são, outras não, e há mesmo os produtos que são mais baratos. Como os frutos secos.

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Pelas seis da tarde estava em casa. Passei um bom bocado a descongelar músculos e ossos. O Jón foi ao teatro. Talvez melhor assim, precisava de relaxar.

About Ricardo Ribeiro

Comecei a cruzar o mundo já tarde, mas num espaço de tempo relativamente curto senti recuperado o atraso. Foram cerca de cinquenta países e muitas experiências, em apenas nove anos, quase todas narradas no blog Papaléguas. Mas esses escritos são apenas um diário de viagens. Senti que tinha mais a contar, que podia ensinar algo. E decidi iniciar um segundo blog. Se o primeiro pode ser definido como “de viagens”, este é “sobre viagens”.

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