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Turquia – Dia 2 – Istanbul

Acordo com o Emre a bater à porta. Afinal, é o quarto dele. Precisa de ir buscar roupa. Hoje vai ser apresentado formalmente ao pai da namorada. Deixo-me ficar na cama. Passado um bocado vem-se despedir de mim.

Passo o dia à espera de um SMS que não chega. Supostamente deveria encontrar-me com o próximo anfitrião, que calha a estar em Istanbul a passar uns tempos. Na realidade, vai ser meu anfitrião sem o ser. Ficarei em casa dele mas o tipo só se me juntará na Quinta-feira de manhã. Não passaremos muito tempo juntos.

Às 15:00 ainda nada de notícias. Mando uma mensagem através do Skype ao Emre, ele liga ao Semhi, que diz que estará às 16:15 à porta do liceu de Galatasaray. Às 16:15!? Mas isso é dai a nada. Levanto-me em grande velocidade, acabo de preparar as coisas e ponho-me a mexer. De volta a casa daqui a quatro dias.

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Caminho até ao ponto de encontro. Apesar de estar meia-hora atrasado ainda espero um bocado até ao Semih aparecer. Vem acompanhado por Sophie, uma francesa que se estabeleceu em Istanbul há uns quantos anos. Acabamos por ir até um café para estrangeiros e turcos bem abonados, onde pago uma fortuna por um sumo de laranja. Dez vezes mais do que o que custa nas ruas. Mas vale pela companhia. Há uma boa ligação com estas novas pessoas na minha vida e sinto que ficaram mais tempo do que tinham planeado.

Quando por fim nos levantamos já é quase noite. Deixamos Beyoglu para trás. A Sophie despede-se primeiro. Também ela viajará para Kayakoy com Emhi daqui a uns dias. Atébreve.

Depois, eu e ele subimos juntos a Istiklal Caddesi até Taksim. Vai-me explicando umas coisas sobre a cidade, mas o melhor será no supermercado, onde recebo um autêntico curso intensivo de cozinha turca. Saio de lá com um saco cheio de deliciosos mantimentos para a longa noite. Despedimo-nos pouco depois. São 20:00, é de noite e está frio. Mas quero queimar algum tempo antes de ir para o aeroporto. Terei muitas horas pela frente, quantas menos melhor. E torno a percorrer toda a Istiklal Caddesi e de volta a Taksim. Ponho uns 4 ou 5 km nas pernas com esta manobra, mas fiz o que devia ser feito.

O autocarro estava no local esperado e parte à hora certa. Desta vez a viagem até ao aeroporto é um instante. Pouco mais de 30 minutos. O percurso inverso tinha levado quase duas horas.

E dou comigo instalado regiamente no Sabiha Ogkcen, num sofá de restaurante aberto a todos, com o escritório montado. Dentro do possível, para um aeroporto, será uma noite idílica.

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About Ricardo Ribeiro

Comecei a cruzar o mundo já tarde, mas num espaço de tempo relativamente curto senti recuperado o atraso. Foram cerca de cinquenta países e muitas experiências, em apenas nove anos, quase todas narradas no blog Papaléguas. Mas esses escritos são apenas um diário de viagens. Senti que tinha mais a contar, que podia ensinar algo. E decidi iniciar um segundo blog. Se o primeiro pode ser definido como “de viagens”, este é “sobre viagens”.

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