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Indochina – Dia 27/28 – 9/10 de Abril – Munique

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É claro que é estranho incluir uma crónica de Munique numa viagem denominada Indochina, mas é o que acontece quando se tem um dia inteiro para vaguear pela cidade bávara. Chegámos a Munique por volta da hora do almoço. Apanhar o comboio para o centro da cidade reveste-se de um certo carácter de aventura. Digamos que em Munique, como noutras cidades alemãs, o sistema de transportes públicos não está propriamente bem desenhado. Conseguimos, mas não resisto a esboçar um sorriso quando penso no homem de negócios que no comboio balbuciava para duas senhoras que o tinham acabado de ajudar: “- Incrível, eu que sou alemão não consigo perceber nada disto!”.

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Depois, que dizer, foi percorrer Munique, sem limites, com muitas horas para preencher pela frente (apenas podiamos chegar a casa dos anfitriões locais ao finalzinho da tarde). Vi muitos detalhes interessantes, estive na praça principal da cidade. Era dia de jogo da Liga dos Campeões. O Bayern de Munique recebia o Manchester United, que, eventualmente, afastou da competição. Por isso, o ambiente nas ruas do centro estava algo esquisito, com uma tensão “hooliganista”  patente de forma clara.

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O serão foi agradável, com um jantar oferecido pelos novos amigos… nem sequer me apercebi muito que não tinha dormido na véspera. Foi conversa pela noite dentro, encerrada com um “briefing” sobre o que ver no dia seguinte. Informações úteis, seguidas mais ou menos à letra. Bom, peço desculpa pela brevidade deste texto, e sinto que devo dar uma explicação honesta: simplesmente não me sinto bem na Alemanha. Nunca me senti, certamente não me sentirei, e tão certo como dois e dois serem quatro, nunca viajarei pela Alemanha. Só regresso a este país para mudar de voos e com isso tenho conhecido algumas cidades. Mas não gosto. Nem sei bemn porquê. Decididamente não se prende com aquelas razões muito batidas pelas quais não se gosta da Alemanha. Sei lá… não gosto do clima (sempre desagradável das seis ou sete vezes que por lá passei), decididamente não gosto da sonoridade da língua… e de tantas outras coisas.

O dia seguinte, de novo cinzento, com a ameaça permanente de chuva, teve como ponto alto a observação dos surfistas que evoluiam na onda artificial criada no rio que passa por Munique. Desde o início dos anos 70 que surfistas “loucos” ali manobram, em exercícios de alta dificuldade, pela natureza do local. Do alto de uma ponte, uma pequena multidão assiste. São seis ou sete surfistas, que vão dando a vez uns aos outros. Sem dúvida único. Sem dúvida o ponto alto da passagem por Munique.

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Passámos pela zona da universidade, vimos um arco triunfal concebido à imagem do Arco do Triunfo e restos arquitectónicos do Terceiro Reich, hoje feitos em centro cultural. Tal como na véspera, vi muitos detalhes interessantes mas não me senti cativado pela cidade. Gostei do kebab que comi na loja de um turco simpático que falava inglês. Barato e gostoso. Um bom momento a encerrar a tarde, antes de irmos buscar as mochilas e fazermos o caminho de volta ao centro para apanhar o autocarro para o aeroporto de Memingen. Finalmente a caminho de casa!

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About Ricardo Ribeiro

Comecei a cruzar o mundo já tarde, mas num espaço de tempo relativamente curto senti recuperado o atraso. Foram cerca de cinquenta países e muitas experiências, em apenas nove anos, quase todas narradas no blog Papaléguas. Mas esses escritos são apenas um diário de viagens. Senti que tinha mais a contar, que podia ensinar algo. E decidi iniciar um segundo blog. Se o primeiro pode ser definido como “de viagens”, este é “sobre viagens”.

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