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Médio Oriente ’11 – Dia 12 – Amman

22 de Novembro

Mais um dia sem fotografias. Absoluto descanso. Depois do dia frenético de ontem, tornava-se indispensável abrandar o ritmo emocional e físico. Hoje havia que tratar do aluguer do carro para o resto da estadia. Gostaria de desenvolver o processo através dos meios habituais, mas o Nael fez grande questão de nos “ajudar” e acabei por me render. Pela hora do almoço la fomos negociar o aluguer, numa área de Amman onde se concentram todas as agências. Depois de muita, muita (dispensava esta chatice, estão a ver porque é que preferia simplesmente usar a Internet…?) discussão e negociação, o negócio ficou fechado. Passariamos por lá mais tarde, pelas seis da tarde, a levatar a viatura e pagariamos 25 Eur por dia, o que não me pareceu um valor nada vantajoso face às propostas impessoais que tinha visto online.

A tarde passou-se na modorra da baixa de Amman. Para cima e para baixo, um pedacito na Limana, uma escapadela até à “Rainbow street”, a fazer tempo. O Nael está obcecado com a proximidade dos seus exames. Ele estuda para guia turístico, como de resto o nosso anfitrião para o dia seguinte, em Madaba. Uma bela trupe de amigos arranjámos… que melhores contactos pode um viajante ter do que estudantes de turismo…?

Ao final da tarde, na hora combinada, estávamos no apartamento para irmos todos levantar o carro. Processo relativamente pacífico, e em menos de nada estava ao volante pelas ruas de Amman à hora de ponta. Não é complicado. A moda corrente é uma condução ligeiramente mais agressiva do que nas metrópoles portuguesas. O único problema seria conjugar a concentração da condução com necessidades de navegação, mas o Nael, imperioso, sentado ao lado, vai dando as indicações para chegarmos à sua rua.

À noite, como sempre, jantar e serão no Limana. A música local ecoa pela grande sala, onde jordanos de todas as idades se sentam, petiscando, fumando os seus cachimbos de água. Alguns casais namoriscam. Grupos de amigos reuném-se por ali. E depois há o pontual ocidental, que ali pára para respirar uma golfada de ar local. O dia seguinte será empolgante. De carro, pelo país. Na primeira etapa exploraremos a zona do Mar Morto, descendo para Sul até onde o caminho nos levar, para depois voltarmos a subir, por outra estrada, até Madaba, onde pernoitaremos em casa do Fadi.

Esta noite, à mesa, está o Mohammad, um filho do mundo, nascido no Egipto, criado no Kowait, e agora na Jordânia. Éramos para ter ficado com ele, mas o destino decidiu de outra forma. Quisémos mesmo assim conhecê-lo, e ainda bem.

About Ricardo Ribeiro

Comecei a cruzar o mundo já tarde, mas num espaço de tempo relativamente curto senti recuperado o atraso. Foram cerca de cinquenta países e muitas experiências, em apenas nove anos, quase todas narradas no blog Papaléguas. Mas esses escritos são apenas um diário de viagens. Senti que tinha mais a contar, que podia ensinar algo. E decidi iniciar um segundo blog. Se o primeiro pode ser definido como “de viagens”, este é “sobre viagens”.

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