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São Tomé, dia 0 (I)

A vida tem destas coisas, mudanças súbitas de direcção. Num dia nem me passava pela cabeça visitar África este ano, na semana seguinte dou comigo a alinhavar planos para uma incursão a Cabo Verde, e no final, olho para a mão, e tenho lá depositados estes bilhetes para São Tomé e Principe.

O mês de Outubro estava há muito reservado para uma das duas viagens grandes deste ano de 2012. A coisa seria mais ou menos assim: Istanbul, Geórgia, Azerbeijão, Irão. Depois, descobri que a política de vistos do Azerbeijão é muito estricta e, até porque já tinha estado na Geórgia, decidi fazer uma ligação directa Istanbul – Irão. Mas isto foi antes de descobrir vôos em promoção para Santiago, a ilha onde se encontra a capital de Cabo Verde.

Há muito tempo que namoro com a ideia de uma visita à África “negra”, e tinha escolhido Cabo Verde por considerar este país como uma excelente introdução ao continente. Porque é de brandos costumes e as pessoas falam a minha língua, e estão habituados a turistas, que não são especialmente assediados. Mas, por outro lado, não é aquela África mesmo a sério. Pelo menos no meu imaginário. E então apareceu São Tomé e Principe, que me tinha assustado pelo seu clima, tropical, chuvoso, quente, húmido. Só que desta vez um pouco de investigação accionada a tempo e horas foi, por assim dizer, o último astro que era preciso para o alinhamento preciso que detonaria a decisão. Então, para São Tomé!!

As imagens lânguidas de Equador, esse romance quase perfeito de Miguel Sousa Tavares, não me abandonaram, durante estes anos todos. Foram elas que criaram um São Tomé exótico, maravilhoso, fascinante, que desejava visitar ao mesmo tempo que me atemorizava com as descrições de um clima desagradável, inimigo do Homem. E portanto, é com naturalidade que coloco este livro no meu Kindle, ao mesmo tempo que vou alinhando os trinta episódios da série televisiva com o mesmo nome, produzida com base na obra de Sousa Tavares.

O guia Bradt de São Tomé e Principe já vem a caminho (aliás, já devia ter chegado. Todos os dias espero pelo correio em pulgas, e nada… começo a desesperar). E procuro outras fontes de informação, para além dos muitos elementos que se vão recolhendo pela net. Desde blogs a fóruns, portugueses e internacionais.

Entretanto alguns dilemas foram surgindo. Quando ir? Quanto antes, depois de Agosto, que antes não posso. Setembro? Perfeito. Mas os melhores preços estavam um pouco mais para diante. E quanto tempo? Uma semana ou duas? Viajar com um pacote de férias ou totalmente independente? Aos poucos as respostas e decisões foram surgindo. Sair em meados de Setembro e regressar nos primeiros dias de Outubro. Só que, no momento da compra, estes bilhetes já estavam bem mais caros, e teve que ser acionado um plano B: partida a 12 de Outubro, com regresso a 26 do mesmo mês. Um vôo TAP, practicamente o único elo do segundo país mais pequeno de África ao mundo.

Feitas breves contas foi seguido o instinto inicial: a viagem será feita em modo independente, com um misto de soluções de alojamento que passam por Couchsurfing, dormidas em cabanas de mandeira junto à praia tropical de Jalé, alguns dias em roças parcialmente transformadas para receber hóspedes e, talvez, umas quantas noites numa qualquer residencial de São Tomé.

Agora, até Outubro, vai ser um crescendo de aprendizagem. Pelo meio, a consulta de medicina tropical, as vacinas. E decidir se tomo ou não os comprimidos para ajudar em caso de contaminação com malária. Decisões, decisões, decisões. Poderia escrever um artigo inteiro sobre esta questão dos comprimidos “para a malária”, mas para tornar as coisas mais curtas, a verdade é que a necessidade e mesmo os benefícios de tomar estes medicamentos não são tão consensuais como a maioria das pessoas pensa.

About Ricardo Ribeiro

Comecei a cruzar o mundo já tarde, mas num espaço de tempo relativamente curto senti recuperado o atraso. Foram cerca de cinquenta países e muitas experiências, em apenas nove anos, quase todas narradas no blog Papaléguas. Mas esses escritos são apenas um diário de viagens. Senti que tinha mais a contar, que podia ensinar algo. E decidi iniciar um segundo blog. Se o primeiro pode ser definido como “de viagens”, este é “sobre viagens”.

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33 comentários

  1. Seja o que fôr que decidas, se tomares vacinas, é o quanto antes! Um colega meu levou uma, julgo que para a Malária, e andou com sintomas de Hepatite durante quase duas semanas, amarelo e abatido que até dava dó. Pode não ser normal e ser ele que é uma flôr de estufa mas nunca se sabe.

    • Rui, não existem vacinas para a malária. Se fores picado por um insecto contaminado e tiveres azar, já está. Os medicamentos são paliativos que contêm a infecção, mas não a evitam. Só que são extremamente tóxicos e os efeitos secundários são muitos e com demasiada probabilidade de ocorrência. Se calhar foi isso que o teu amigo teve. Há muita gente que pura e simplesmente não toma nada para a malária e outros começam a tomar e quando os efeitos colaterais chegam mandam os comprimidos às urtigas. Ah… e nisto não há “quanto antes”. Terá que ser uns dias antes, no durante e uns dias depois.

  2. Hum… tenho mesma a impressão que ele me disse que era uma vacina. Se calhar a vacina era para outra coisa e seriam esses comprimidos. Estive agora a ler um pouco sobre o assunto e já está… São Tomé e Principe desceu para o ultimo dos meus destinos a visitar… 🙂
    Tira muitas e boas fotos é o que te peço!

    • Se fosses meter meter para o caraças… suponho que isso é uma mamba negra. Muito raras, em São Tomé.

  3. Pretas “http://www.youtube.com/watch?v=1gJMCrb-bLc”

    • Não melhorou muito. Mas se calhar é a razão pela qual nalgumas fontes se reporta a existência de mambas negras em São Tomé enquanto noutras se dá como sendo um mito.

    • Confirmo manelov. “Cobra preta” -> forest cobra (Naja melanoleuca)

  4. Estivemos agora no Sudeste Asiatico e depois de muito pensarmos acabamos por fazer profilaxia para a Malaria para o Cambodja, Vietnam e Laos. Se optares por fazer recomendamos o Malarone, que é o que apresenta menos efeitos secundarios (tomamos durante 1 mes e no nosso caso nao tivemos efeitos secundarios nenhuns). O unico senao é o preço que é bem puxado! Mas como todos os outros têm efeitos secundarios agressivos foi a nossa opção e não nos arrependemos (já tinnhamos tomado Mefloquina devido a uma viagem a Angola e os efeitos secundarios foram horriveis sobretudo a nivel de estomago. E há quem tenha efeitos secundarios ainda piores, no plano psiquico. Esse juramos para nunca mais). Boa viagem!

    • Depois de muito falar com pessoas que viveram ou passaram por áreas de malária, decidi não tomar, mas eventualmente levar alguma coisa, pois os comprimidos de profilaxia são igualmente os comprimidos de “tratamento”. Pesou também a mortalidade nula devido à malária em São Tomé e, de resto, os baixos niveis de contaminação no país. O Malarone não só é caro como é puro veneno, mesmo que os efeitos não se revelem de forma evidente. O Malarone e todos os outros. E nem evitam a infecção, apenas atenuam sintomas, como sabes. Talvez seja importante para quem se aventura em áreas remotas, onde uma assistência mais confortável será impossível em caso de azar, mas neste cenário nem isso se aplica.

  5. Afinal já estavas decidido…

  6. Jorge Trabulo Marques

    Venho aqui também agradecer-lhe as amáveis palavras que registou no meu site e incentivá-lo para que não deixe de ir a São Tomé e Príncipe. Se há paraísos tropicais no mundo, eles situam-se nessas maravilhosas Ilhas. Tanto sob o ponto paisagístico, como humano. E, já agora, indo lá, não deixe de entrar no Obó e aproximar-se do Pico Cão Grande – Um dos mais belos e insólitos monumentos da Natureza, que eu e mais três são-tomenses escalámos. Claro que, na floresta, há por lá cobras pretas. Mas, mal pressentem as pessoas, afastam-se logo. É um facto que a malária existe em toda a África. Não há países onde a mesma esteja totalmente erradicada. Há que seguir as indicações médicas mas não fazer do caso um bicho de sete cabeças. Eu vivi em São Tomé 12 anos. Nunca estive doente. E apanhei por lá muito mosquito nas Roças. Na altura, aconselhavam-nos a tomar uns comprimidos à base de camoquina e de resoquina, mas que só uma vez por outra os ia tomando. Apostava mais na cola. – fruto da coleira. É um bocado adstringente quando se mastiga mas depois ingere-se bem, acompanhada de um copo de água. Além disso é um excelente estimulante. Era o mata-bicho preferido dos trabalhadores nas roças. Sim, vá a São Tomé e verá (sobretudo se comer safú) que não deixará de lá voltar.

  7. Selmison Pedronho

    Boa tarde,

    Apesar de ser um tanto suspeito por ser natural de São Tomé e Príncipe, venho incêntiva-lo a ir ao paraíso! isso mesmo… aquelas duas Ilhas são incomparáveis no que diz respeito à paisagem natural “virgem”, riqueza de afectos, acolhimento e humildade por parte das pessoas. Nasci em São Tomé, saí aos 14 anos para Portugal e só regressei passados 14 anos. Neste período de afastamento de São Tomé visitei alguns sítios, conheci a realidade de alguns países considerados locais a visitar mas após o regresso ao país em que nasci cheguei a uma simples conclusão: São Tomé e Príncipe só podia ter o nome iniciado com “Santo=São” porque é mesmo uma terra abençoada!

    Boa viagem, divirta-se por lá!

  8. Telma Baptista

    Estou com a mesma dúvida (em relação á medicação da malária). Já sei que se for a uma consulta me vão aconselhar a medicação, mas pessoas com familiares em áfrica disseram-me que eles nem dão essa medicação aos filhos, apenas têm cuidados para não serem picados (roupa comprida, evitar estar em zonas humidas ao entardecer, etc).

    A questão é, em São Tomé, em caso de sintomas, há algum sítio rápido e de fácil acesso para se ser assistido?

    • Daniel Martins

      Cara Telma,
      Vou a São Tomé agora em Maio e como trabalho na área da Saúde (mas não sou clínico) aconselhei com malta que sabe. O que me foi dito é que há um grande desconhecimento dos número de afectados com Malária e/ou Paludismo em São Tomé porque não existem dados clínicos fiavéis desde a década de 70. Existem uns dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) mas muito genéricos e também pouco fidedignos. Já estive no kénia e Zanzibar, tomei o Malerone, e zero efeitos secundários. Para S. Tomé o Director Clínico que trabalha comigo e que dá Consultas do Viajante no CS de Sete Rios recomendou-me tomar o Malerone, a vacina da Febre Amarela e da Febre Tifóide (já tenho ambas da viagem anterior). Hep B e A tb são aconselháveis, mas no caso de estadias muito prolongadas, não de 1 ou 2 semanas. Recentemente, as autoridades de STP retiraram a obrigatoriedade da Vacina da Febre Amarela para pessoas provenientes da Europa, mas por uma questão turística (como afirmado por eles…) e não por razões de profilaxia ou clínicas… Dizem que era um impedimento à expansão do turimos nas ilhas.
      Em relação aos cuidados de saúde, esqueça…. Se for algo muito sério (mas muito sério mesmo), é bom ter um seguro de viagem que inclua a expatriação.

      • Bem, Daniel, que aberração de informação que lhe foram dar. Que quem lha deu não saiba é uma coisa… mas com uma missão de Taiwan dedicada à investigação e prevenção da malária no terreno, dizerem que não há dados clínicos é de bradar aos céus. Daniel, pode dizer ao director clínico que a febre amarela foi irradiada de São Tomé há uns anos e que se é para tomar a vacina para lá ir, será melhor tomá-la também para ir trabalhar de manhã em Lisboa.

        • Daniel Martins

          LOL.
          A verdade é que a vacina da febre amarela já a tenho da viagem ao Quénia e não a tomaria agora para STP. Em relação aos dados clínicos, foi o que me transmitiram… E como disse muito bem, o malerone não é uma vacina e muito menos previne de sermos picados por um mosquito…

          Em relação ao aluguer do carro e andar sem guia, é fácil descobrir os sítios mais recôndidos sem as dicas de um José António ou alguém parecido?

    • Vá a um centro de medicina tropical e informe-se. Os nativos são tomenses, a grande maioria, tem imunidade natural.
      Os restantes têm que tomar as precuações recomendadas. Eu sou Santomense mas já vivo a muito em portugal e por isso a minha imunidade já se foi. Quando vou de férias tomo a medicação e procuro saber se tenho as vacinas necessárias em dia.
      De qualquer forma, é de salientar a diminuição do número de mosquitos. Vou de 2 em 2 anos a STP e reparei que número de mosquito- baixou drasticamente devido as campanhas de erradicação.
      Recomendo um bom repelente com IR-3535 (custa 8-10€ num hipermercado ou numa farmácia) para passar nas pernas, braços e face (e outras partes expostas) se tenciona estar numa esplanada a noite ou meter-se pela floresta.

  9. Daniel Martins

    Cara Telma,
    Vou a São Tomé agora em Maio e como trabalho na área da Saúde (mas não sou clínico) aconselhei com malta que sabe. O que me foi dito é que há um grande desconhecimento dos número de afectados com Malária e/ou Paludismo em São Tomé porque não existem dados clínicos fiavéis desde a década de 70. Existem uns dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) mas muito genéricos e também pouco fidedignos. Já estive no kénia e Zanzibar, tomei o Malerone, e zero efeitos secundários. Para S. Tomé o Director Clínico que trabalha comigo e que dá Consultas do Viajante no CS de Sete Rios recomendou-me tomar o Malerone, a vacina da Febre Amarela e da Febre Tifóide (já tenho ambas da viagem anterior). Hep B e A tb são aconselháveis, mas no caso de estadias muito prolongadas, não de 1 ou 2 semanas. Recentemente, as autoridades de STP retiraram a obrigatoriedade da Vacina da Febre Amarela para pessoas provenientes da Europa, mas por uma questão turística (como afirmado por eles…) e não por razões de profilaxia ou clínicas… Dizem que era um impedimento à expansão do turimos nas ilhas.
    Em relação aos cuidados de saúde, esqueça…. Se for algo muito sério (mas muito sério mesmo), é bom ter um seguro de viagem que inclua a expatriação.

    A todos, uma ajuda: Eu vou com a minha mulher (que vai em trabalho) e vou estar sozinho para descobrir a ilha durante 4 dias (Sábado a 3ª feira) e estava a pensar alugar uma moto para ir sozinho à descoberta (carro sai muito caro só para uma pessoa), alguém tem uma dica que me possa ajudar? Dá para ir ao todos os sítios tanto de 4×4 ou de mota? Ou é melhor mesmo andar de carro e com guia? Eu tenho carta e ando regularmente e sei que tb posso andar com um moto boy, mas não gosto muito de andar à pendura… especialmente com alguém com quem nunca andei de mota…

    Obrigado
    Abraço

  10. Daniel, ainda sobre a vacina da febre amarela, as autoridades de STP exigem-na das pessoas que provêm de um país onde há a presença da doença. Deixaram de a exigir de quem vem de Portugal, apesar de estarem enfermeiros no aeroporto e pedirem, pouco convincentemente, para ver os boletins de vacinas… eu simplesmente disse-lhes que não tinha trazido (por acaso tinha, mas sem a da febre amarela) e a coisa ficou-se por ai.

    Pois. Eu fiquei com um amigo meu que se dá com o pessoal de Taiwan e até me arranjou uma visita ao centro de pesquisa da malária. Não fazem eles outra coisa do que recolher dados e tratá-los, além de prestarem assistência aos doentes. Dados clínicos mais bem organizados e completos não podia haver. Estes olhos olharam para um mapa onde estão marcadas todas as ocorrências no país, classificadas por datas e tudo isso.

    STP não tem sitios muito recônditos. Quase tudo gira em redor de 2 ou 3 estradas. Com aquele mapa que falei, ficam revelados todos os segredos. É preciso compreender a essência de STP… STP foi durante séculos e até 1975, as roças. Todas estão inventariadas e localizadas junto às estradas “principais”. As coisas não mudaram muito desde então. Não é o mesmo que andar pelo Alentejo e encontrar monumentos megaliticos e aldeias perdidas. É, nesse sentido, muito mais simples. Para além disso é preciso não esquecer as dimensões reduzidas da ilha.

  11. Maria Rodrigues

    Estou a pensar ir em janeiro a são Tomé e Principe, alguém me sabe dizer se será uma boa altura… Dizem que em janeiro é muito quente e chove muito. A verdade é que tenho receio de não aproveitar as férias por causa chuva… com o calor acho que não tenho problema, sou do alentejo… gosto de calor e estou habituada a 30 e tal graus…
    Agradeço a vossa opinião.
    Obrigada e Parabéns pelo blog

    • Sobre Janeiro não sei, mas a altura em que lá estive tive tempo ideal, dentro do possível. Em duas semanas, apenas dois dias de chuva ininterrupta e fora isso, aguaceiros dentro do esperado no equador, calor aceitável, humidade aceitável. E é a questão da humidade que faz a diferença, porque isto não tem nada a ver com o calor do Alentejo. Alguma vez estiveste num banho turco?

      • Maria Rodrigues

        Sim, já estive num banho turco e gosto. Mas espero que não seja assim tão humido, porque 1 semana dentro de um banho turco… vamos lá, é um pouco demais. A parte das cobras também me deixou um pouco apreensiva… mas como não penso aventurar-me muito pelo mato, talvez não tenha nenhuma surpresa desagradável… ou elas também costumam aparecer nos hoteis e praias? Isso é que não vinha nada a calhar… Enfim vamos ver.
        Obrigada

    • Bah… as cobras têm muito mais medo das pessoas do que as pessoas delas. Para já, a sua presença é limitada a determinadas áreas. Depois, o pessoal lá faz-lhes marcação cerrada, por causa das coisas… assim que vêem uma certificam-se de que lhe cortam a cabeça. Por fim, um tipo local que conhece tudo e todos disse-me que só tinha ouvido falar de um caso de alguém que tinha morrido por causa da cobra, mas também, parece que sem querer pisou um ninho onde estavam ovos a ser chocados.

    • Janeiro é das melhores alturas para ir.
      São Tomé tem 4 estações, 1 seca, 1 relativamente seca e 1 com chuva e 1 que chove um oceano inteiro :D.
      As melhores datas para visitar São Tomé e Principe são nas duas épocas secas (Gravana e Gravanito): Jun-Set e Dez-Fev. Melhores meses: Julho e Agosto (praticamente não chove mas as temperaturas da água/ambiente são mais baixas +- 24-27ºC e o céu tem tons de azul bébé ou branco e alguns dias azul) , Dezembro e Janeiro (chove um pouco mas as temperaturas são +-27-32ºC e o ceu tem tons de azul forte).
      Se for em Janerio vai adorar, penso que é o melhor mês (chove cerca de 8 dias em 31 e são mais para a ultima semana de Janeiro).

  12. Vou com o meu marido visitar São Tomé, que há muito tempo estava destinado.
    Vou em dezembro, será que há muita chuva?
    Gostaríamos de alugar um carro pequeno, para os dois, sem guia, para podermos visitar a ilha, á aventura, sem ninguém a dar indicações….. já li que não haverá problema seguindo o mapa. Será difícil alugar carro no final de dezembro? A quem poderei recorrer para alugar carro e que fique mais económico. Pensei em alguma pessoa particular, alugam?

    • Oi Elsa! Em Dezembro deverá haver chuva, já que é a época inicial das chuvas. Contudo, pessoalmente, prefiro um ou dois dias de chuva e umas horas de chuva nos restantes dias e ter depois céu azul e céu lindo, do que a época seca, quando há muitos dias com um cinzentão deprimente e um calor avassalador.

      Não deverá ser complicado alugar. Eu recomendo um tipo chamado Walter, mas os preços por lá não são muito baixos, conte com 45 a 60 Eur por dia.

      • Agradeço o cuidado em responder.
        Refere numa das mensagens atrás um mapa de ST, onde poderei conseguir um bom para me ajudar na viagem lá?
        Sabe mais ou menos o preço de uma viagem de barco com saída na cidade de ST á ilha das rolas? Qual o tempo de viagem de barco até lá? O barco abana muito? (por causa do enjoo)
        Obrigado

        • Oi Elsa… eu já soube isso mas não me recordo, sei contudo que era caro, porque a unica ligação é feita pelo barco do hotel do ilhéu das Rolas. Talvez 30 Eur? O barco é capaz de abanar um bocado, a viagem é curta, é um barquito pequeno.

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