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África 2017 – Dia 30 a 33 – Dakar

De regresso a Dakar. Foi bom acordar na Ilha de Gorée e ter a manhã para me despedir deste lugar tão especial para mim. Agora, era basicamente esperar pelo regresso. Lidar com um certo stress por causa das dúvidas com o novo aeroporto. A sério, não me apetecia nada perder o voo. Mas já lá vamos..

As rotinas de Gorée repetiram-se. A cerveja Gazelle os passeios a pé pelas ruas, a contemplação do Março e dos navios que passam. A Kuna foi de manhã para Dakar. Está a expôr o seu trabalho de artesanato numa feira de Natal do Centro Cultural Francês. mas antes disso deu-nos o pequeno-almoço. O Eric ficou. Descobri que joga xadrez no mesmo website que eu (chess.com).

Andámos por ali, a queimar preguiçosamente o tempo, sem pressas. Deveríamos apanhar o barco depois do almoço mas houve um problema de informação e era 15 minutos mais cedo… partiu debaixo dos nossos narizes. Sem stress, mais quase duas horas em Gorée não era nada que aborrecesse.

Travessia para Dakar, sempre agradável. E do lado de lá encontramos a Kuna para um último abraço. Até à vista amiga Kuna!

Agora é simples, caminho já bem familiar, até ao terminal de Petersen. Estão três Tatas #3 alinhadas… a primeira partirá primeiro mas já está um bocadinho cheia. A segunda será a seguinte, mas já não tem lugares sentados. Tudo bem, será a terceira. O tempo continua a ser um luxo na nossa posse.

Mais um percurso urbano por paragens por esta altura bem conhecidas e chegar a casa. Agora é esperar. Passamos um serão descansado.

O dia seguinte seria para descansar e fazer pouco. Uma das actividades a que me dediquei foi sentar-me na esplanada da padaria Katya a contar os autocarros para o aeroporto novo. Para ver se existiam mesmo e de quanto em quanto tempo estavam a passar. Não era bem de 30 em 30 minutos conforme anunciado. Mais de 50 em 50 m, mas tudo bem, pelo menos passam. E podemos apanhar aqui mesmo, em N’Gor.

A actividade mais significativa do dia foi ir até à ilha de N’Gor, em frente da praia com o mesmo nome. Para lá chegar paga-se 1.000 CFA pelo transporte na piroga, de ida e volta. Foi uma variação interessante aos programas habituais de N’Gor. Muito porreiro.

A ilha é diferente do que estava à espera. Imaginava um lugar muito turístico, para gente rica e estrangeiros, mas a realidade é outra. É um local para artistas, com street art e outras surpresas loucas. É pequena, visita-se em pouco tempo mas vale a pena. O mar, do outro lado é… oceano. Cheira a oceano, é bravo, aberto. Passou-se ali um bom bocado, e imaginei-me a dormir ali uma ou duas noites numa próxima visita ao Senegal. Para regressar foi preciso esperar um bocado pelo barco, estendidos na areia da agradável praia.

E assim se passou mais um dia de Dakar. Restava o que pensávamos ser o último dia em África. O passeio do dia foi simplesmente uma ida ao farol que se encontra na colina em frente ao Monumento da Renascença Africana. Quer dizer, não entrámos mesmo no farol, porque era preciso pagar e não vi nenhuma mais valia nisso. Valeu pelo passeio e pelas vistas de lá de cima.

Ao fim da tarde um regresso ao início, ao pôr-do-sol na esplanada na Ponta de Almédies, que tinha sido tão agradável há quase duas semanas atrás. E voltou a ser. Ultimamente deu-me para isto, de forma não intencional, de encerrar as viagens da mesma forma que as comecei.

Dia da partida. De manhã muito cedo, ainda de noite, sair para a rua, mandar as chaves para dentro de casa e ir para a paragem esperar pelo autocarro do aeroporto. Correu tudo bem, veio o autocarro, percurso até ao aeroporto feito em 1:40 h, bonito dia, rico aeroporto, bom ambiente. Estou a gostar. Até comi uma sandes maravilhosa servida por uma senhora empreendedora que montou uma banca improvisada no parque de estacionamento. Uma melhoria em relação à informação que tinha, de que não havia nada para comer para além do que fosse comprado num café caro no terminal.

Entrámos e os monitores mostravam todas as chegadas como “desviadas”. Que tolice… aeroporto novo, cheio de problemas ainda. Nem multibancos a funcionar, todos desligados. E então começam a haver sinais preocupantes… algumas partidas canceladas. Algumas? É estranho, para um bug no sistema. Vamos ao balcão de TAP e, surpresa… o aeroporto está encerrado. Greve de controladores aéreos. Isto promete.

Depois  de um par de horas por lá a fazer tempo, a ver como a situação ia evoluir, ficou claro, até por notícias que online relatavam a situação, que tão cedo (leia-se, naquele dia) não existiriam voos. Felizmente tinha guardado a quantia certa para apanhar o autocarro de regresso.

E pronto, lá fomos de volta para o porto seguro do George. Onde ficámos mais um dia… ao segundo conseguimos um voo de regresso. Adeus África… até ao meu regresso.

 

 

About Ricardo Ribeiro

Comecei a cruzar o mundo já tarde, mas num espaço de tempo relativamente curto senti recuperado o atraso. Foram cerca de cinquenta países e muitas experiências, em apenas nove anos, quase todas narradas no blog Papaléguas. Mas esses escritos são apenas um diário de viagens. Senti que tinha mais a contar, que podia ensinar algo. E decidi iniciar um segundo blog. Se o primeiro pode ser definido como “de viagens”, este é “sobre viagens”.

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