E chegámos ao último dia completo desta viagem. Deveria ser um dia em grande, para aproveitar em pleno o Kuwait, já que seria a única oportunidade. Mas a experiência da véspera mudou tudo. Perdi a vontade de sair. Passei a maior parte do dia na ronha, em casa, a descansar, dando já mentalmente como encerrada a viagem.

Para o serão estava convidado pelo anfitrião para uma reunião cultural lá no terraço. Haveria projecção de um filme seguida de debate. Interessante.

Teria gostado de visitar a ilha de Failaka, ao largo de Kuwait City. Existem por lá abundantes vestígios da invasão iraquiana e da guerra que se seguiu. Gostava mesmo de ter podido fotografar ali, mas não deu. Os ferries não eram especialmente baratos e encontrei uma certa névoa em redor dos detalhes… achei melhor não me meter em confusões no último dia.

Ironicamente quando ao fim da tarde saí para esticar as pernas, acabando por visitar a mais importante marina do Kuwait, dei de caras com agência que opera os tais ferries. Bem, mas não importa.

Até foi agradável, esse passeio. A uns mil metros da casa encontra-se a tal marina. Pôr-de-sol, ambiente festivo, boa onda, grande atmosfera. Passeei por ali e depois ainda caminhei pela praia contígua. A pedido, fotografei um feliz casal, ele paquistanês, ela, filipina.

No regresso parei num restaurante paquistanês onde comi magnificamente por tuta e meia. Acho que paguei cinco euros pela excelente refeição selada com um copo grande de karak.

E depois, o tal serão cultural. Como aperitivo, uma curta-metragem sobre o impacto da guerra civil na Síria sobre os mais jovens, com a presença da realizadora. E depois o filme, uma película italiana que se viu com interesse. Já o debate, em árabe, passou-me ao lado, claro.

Mais interessante foi a conversa com os dois polacos, pelo serão dentro. E com isto fechou-se a viagem às Arábias.

No dia seguinte regressaria a casa. Regressar ao aeroporto usando dois autocarros. Com muito tempo, o tempo que teria reservado para explorar um pouco mais da cidade, se esta fosse agradável e funcional. E depois um voo para Riyadh. Muito mais tarde, já à noite, o retorno à Europa. Primeiro Atenas, depois, Lisboa. Cansativo, mas nada de especial.

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