No mundo de hoje viajar é infinitamente mais simples do que há umas décadas atrás. Quem se lembra dos tempos em que era preciso um passaporte para atravessar a fronteira e fazer compras em Badajoz? Hoje, até visitar a Turquia é possível apenas com o bilhete de identidade de cidadão português.

Mas mesmo assim, especialmente para países mais distantes e com regimes políticos mais estritos, por vezes precisamos de obter um visto. O que significa procedimentos, que podem ir do simples pagamento de uma quantia à chegada até uma inconveniente deslocação à embaixada mais próxima, que pode ser em Londres ou Paris. Isto apesar de o passaporte português ser um dos mais valiosos do mundo, ou seja, que permite ao seu portador entrar sem mais num numeroso grupo de países.

O melhor mesmo é recolher a informação atempadamente, e para isso a Internet está aqui.

Neste artigo sugiro quatro páginas que disponibilizam, cada uma à sua maneira, informação global sobre o que é preciso para visitar qualquer país.

1. IATA Travel Center

IATA (International Air Transport Association) é a associação internacional que representa as companhias aéreas em todo o mundo. Define normas técnicas, operacionais e de segurança para a aviação comercial. Também gere sistemas essenciais, como códigos de aeroportos e regras sobre bilhetes. Está por isso em excelente posição para disponibilizar informação actualizada aos viajantes, o que faz com a sua ferramenta Travel Centre. É a mesma que os funcionários nos aeroportos consultam para ver que documentação têm que exigir aos passageiros.

Esta é a primeira opção para verificar o que necessita para visitar qualquer país, não só em termos de visto e outras condições de entrada mas também informação sobre vacinas aconselhadas e outras indicações.

A informação é detalhada e a resposta ao teste que fiz passou com distinção: para um português viajar para o Suriname necessita de pagar antecipadamente uma taxa de visita. Isto não é considerado um visto, logo, em muitas páginas informativas surge a indicação incompleta de que não é preciso visto, e o viajante mal-informado fica convencido que é só chegar e entrar com passaporte. O que não é de todo verdade. A consulta ao IATA esclarece isto e indica até o endereço onde se deve tratar do pagamento da taxa.

Visitar em https://www.iatatravelcentre.com/

2. All About Visas

Uma página informativa que vinga pelo seu design atractivo, apresentando um mapa do mundo onde, após indicar o país do seu passaporte, se enche de cores que mostram onde se pode ir sem visto, com visto tirado online, com visto obtido à chegada ou, nos mais casos bicudos, fornecidos numa embaixada. É também indicado o período durante o qual se pode permanecer no país.

É também apresentado um resumo. Por exemplo, à data em que estas linhas são escritas, o passaporte português dá acesso à entrada directa em 125 países, para 27 pode ser obtido um visto online, em 31 obteremos visto à chegada e apenas 15 se revelam mais complicados, exigindo a obtenção de um visto à moda antiga, junto de uma embaixada, o que em alguns casos é dramático porque não existe representação diplomática em Portugal.

E a informação é fiável? Nem sempre. Uma vista de olhos rápida a esta lista diz-me que os dados sobre o Gana estão errados. Marcado como passível de visitar com um visto obtido à chegada, informa mal o passageiro. Para o Gana é necessário obter visto numa embaixada.

Visitar em https://allaboutvisas.com/visa/

3. Sherpa

A informação aqui é oferecida por uma empresa especializada na obtenção de vistas. Há uma infinidade de companhias assim, mas escolhi esta pelo mapa agradável de navegar que criaram.

Além disso, correspondeu de forma fiável a alguns testes prácticos mais complexo. Provavelmente usa a base de dados da IATA. Junta então o melhor de dois mundos, um interface gráfico e qualidade de informação.

Note que alguns países, poucos, não têm aqui qualquer informação. É o caso do Afeganistão e Coreia do Norte.

4. Visacus

Esta alternativa tem um design sóbrio e agradável. Não parece estar associada a nenhum negócio, limitando-se a dispensar a informação pedida. Foi criada por carolice e assim se mantém. Para além do aspecto básico do visto indica detalhadamente tudo o que pode ser pedido. Pode ser demasiado, pois a informação é bastante prudente, listando em alguns casos items que na realidade nunca são pedidos, como bilhetes de retorno e fotografias tipo passe.

Por outro lado falha no teste Suriname, não indicando a necessidade de pagar antecipadamente a taxa de visita.

A Visacus tem uma vantagem única: os donos de cães e gatos podem também recolher informação das exigências de entrada para os seus amigos.

Visitar em https://www.visacus.com/

 

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