Nem todos os planos de férias passam por temperaturas de 35 graus e praias apinhadas. Há uma tendência que tem vindo a crescer entre quem viaja no Verão: procurar destinos onde o termómetro se mantém ameno, sem abdicar de paisagens espetaculares ou de boas experiências ao ar livre. Este movimento, a que alguns chamam “coolcations”, reflete um cansaço crescente face às vagas de calor que têm marcado os Verões europeus nos últimos anos.
As sugestões que se seguem têm, quase todas elas, voos com custos muito agradáveis, mesmo no Verão. A maioria encontra-se a menos de três horas de avião de Portugal.
Escandinávia, dias longos sem sufoco
A Noruega, a Suécia e a Dinamarca oferecem aquilo que muita gente procura em Julho e Agosto: luz do dia praticamente interminável e temperaturas que raramente incomodam. Os fiordes noruegueses continuam a ser uma das grandes atrações da região, mas há também espaço para caminhadas, percursos de caiaque e mergulhos revigorantes nos inúmeros lagos escandinavos.
Escócia, o segredo mal guardado
Pode parecer surpreendente, mas a Escócia é uma alternativa cada vez mais popular a destinos mediterrânicos. As temperaturas raramente ultrapassam os 20 graus, o que torna o Verão a época ideal para visitar cidades como Edimburgo, explorar o Loch Ness e a Ilha de Skye, ou percorrer as paisagens verdejantes das Terras Altas. Para quem gosta de viagens de carro, a North Coast 500 continua a ser uma das rotas mais aclamadas do país, com mais de 800 quilómetros de costa acidentada e praias que rivalizam com qualquer cartão-postal tropical.
Islândia, luz quase constante

No Verão islandês, o sol praticamente não se põe em algumas zonas do país, o que multiplica as horas disponíveis para explorar glaciares, cascatas, vulcões e praias de areia negra. As fontes termais naturais continuam a ser uma das experiências mais procuradas, tal como as excursões de observação de baleias, uma boa oportunidade para avistar parte da fauna mais emblemática da ilha.
Canadá, entre lagos e montanhas
As temperaturas variam bastante consoante a região, mas zonas como Banff, nas Montanhas Rochosas, costumam rondar os 22 graus em Julho e Agosto. É a estação ideal para caminhar junto a lagos glaciares de um azul quase irreal e para quem tiver mais tempo disponível, uma viagem de carro pelas paisagens canadianas costuma valer bem a pena.
Alpes, refúgio em altitude
Repartidos por França, Áustria, Suíça e outros países vizinhos, os Alpes oferecem uma fuga natural ao calor do Verão europeu. Entre caminhadas matinais por prados alpinos, mergulhos em lagos como o de Annecy ou o de Bourget e tardes tranquilas em vilarejos de montanha, esta região continua a ser uma das escolhas mais equilibradas entre aventura e descanso.
Bretanha, sem sair da Europa

Com um clima que lembra o do Reino Unido, a Bretanha atrai quem procura uma escapadela de Verão sem calor intenso. As vilas costeiras, as falésias dramáticas e as praias mais selvagens da região tornam-na uma opção interessante, sobretudo para quem prefere evitar viagens de avião.
África do Sul, o inverno como vantagem
Enquanto a Europa aquece, a África do Sul atravessa o seu inverno, o que faz do período entre Junho e Setembro uma das melhores janelas para visitar o país. É também a época alta de safari, já que a vegetação mais rasteira facilita a observação dos Big Five nos parques nacionais. As temperaturas diurnas mantêm-se agradáveis, as noites são mais frescas e há bem menos turistas do que na época alta tradicional.
Buenos Aires, inverno ameno junto ao Rio da Prata

Enquanto a Europa arde, a Argentina vive o seu inverno, e Buenos Aires torna-se um destino surpreendentemente ameno. Entre Junho e Agosto as máximas rondam os 15 graus, sem geadas nem neve. É a altura ideal para explorar San Telmo, assistir a um espetáculo de tango e desfrutar da cidade sem o calor sufocante do Verão portenho.
Uruguai, tranquilidade fora da época alta
O inverno uruguaio, também entre Junho e Agosto, traz temperaturas suaves, entre os 6 e os 15 graus. É a época ideal para visitar Montevideu ou Colónia do Sacramento com muito menos turistas e preços mais convidativos. Basta levar roupa quente e um bom impermeável.
Nova Zelândia
Enquanto o Hemisfério Norte aquece, a Nova Zelândia atravessa o seu inverno, com paisagens ainda mais dramáticas sob neve nas montanhas do Sul. As temperaturas mantêm-se amenas nas zonas costeiras, ideais para explorar Auckland ou Wellington sem multidões. Para quem gosta de neve, é também época de ski em Queenstown.
Irlanda

Com Verões raramente acima dos 20 graus, a Irlanda é um clássico refúgio ao calor. Entre paisagens verdejantes, falésias dramáticas como as de Moher e cidades como Dublin ou Galway, o país oferece dias longos e frescos, perfeitos para caminhadas sem o sufoco típico do Sul da Europa.
Patagónia chilena
Longe do calor europeu, a Patagónia chilena oferece Verão ameno entre Dezembro e Fevereiro, com temperaturas raramente acima dos 20 graus. É a estação ideal para caminhar pelo Parque Nacional Torres del Paine, observar glaciares e explorar fiordes sem o frio extremo do inverno austral.
Marrocos, zonas montanhosas
Enquanto as cidades marroquinas escaldam no Verão, as montanhas do Atlas oferecem um refúgio fresco a poucas horas de Marraquexe. Aldeias berberes, trilhos de montanha e noites frias tornam esta região uma escapadela surpreendente para quem visita o país nos meses mais quentes.
Ilhas Feroé

Entre a Islândia e a Noruega, este arquipélago dinamarquês oferece paisagens dramáticas e temperaturas que raramente ultrapassam os 15 graus mesmo no pico do Verão. Falésias íngremes, aldeias de casas com telhados de relva e uma sensação de isolamento total tornam-no um destino ainda pouco explorado.
Cantábria e Astúrias, Espanha
Nem toda a Espanha é sinónimo de calor extremo. A costa norte, banhada pelo Atlântico, mantém temperaturas amenas mesmo em Agosto. Praias selvagens, os Picos da Europa e uma gastronomia que rivaliza com o resto do país fazem desta região uma alternativa fresca dentro do próprio território espanhol.
