Tripulantes da Ryanair foram impedidos de aceder ao aeroporto de Charleroi na semana passada após os seus cartões de identificação terem sido desactivados, obrigando a companhia a recorrer a reservas para garantir a operação de vários voos.
O sindicato CNE recebeu mais de cinquenta queixas de pilotos e assistentes de bordo bloqueados à entrada. Segundo Didier Lebbe, representante sindical do sector da aviação, alguns tripulantes conseguiram entrar após negociar directamente com a segurança, enquanto um piloto que passou os controlos com um crachá expirado acabou por receber uma sanção disciplinar da companhia por se ter apresentado fora de hora.
Quatro dias depois dos primeiros incidentes, a Ryanair atribuiu o problema a uma falha administrativa, dando o assunto por encerrado. Mas para o CNE a explicação fica aquém da realidade: a companhia terá deixado de liquidar ao Serviço Público Federal do Interior belga as taxas associadas à renovação das verificações de segurança de um número considerável dos seus funcionários. “Então quem é o idiota?”, perguntou Lebbe, em resposta a comentários que a direcção da Ryanair terá feito a seu respeito.
