25 e 26 de Novembro de 2026

Foi no início da tarde que aterrámos em Nouakchott, capital da Mauritânia. Esta seria uma viagem completamente diferente. Não seria independente mas também não estaríamos enquadrados num grupo. Desta vez fui mais à frente, antecipei-me, cortei o intermediário!

Procurei agências que organizavam tours privados na Mauritânia, apurando a selecção com recurso às avaliações de anteriores clientes. E foi assim que cheguei à ChinguiTours, que na realidade é uma espécie de middle man. OK, não fui tão esperto como pensava, mas o valor que obtive disse-me que também não tinha ficado mal.

O nosso avião para Nouakchott cruza-se com o que nos trouxe de Portugal

Vejamos, a Young Pioneer Tours pedia cerca de 1500 Euros para uma viagem em grupo de quatro noites. A afamada empresa inglesa Lupine propunha nove noites em grupo por 2060 Euros. Perante estes números consegui um preço de 1800 Euros para uma viagem privada para nós durante 15 dias. Tudo incluído. E com um plano personalizado, adaptado ao nosso gosto.

O plano de voo consistia de um Lisboa – Casablanca, estadia de uma noite, no dia seguinte o Casablanca – Nouakchott e, no fim, o mesmo percurso no sentido inverso. Havia outras possibilidades, mas esta opção seria a mais sólida, permitindo uma pausa para descanso em Casablanca, com estadia no já conhecido e apreciado Hotel Central.

Jantar bem em Casablanca é aqui no tasco!

Na práctica provou-se uma boa escolha, apesar de algum mau tempo em Casablanca. Deu para um passeio e jantar agradável, uma preparação para os eventuais desafios que a Air Mauritania nos pudesse trazer.

Que afinal não foram nenhums. Tudo dentro da normalidade. Apenas saltou à vista o péssimo estado interior da aeronave, suja, muito suja, com os plásticos do interior da cabine encardidos, a dizer que não são limpos há anos.

O Sahara visto bem de cima

Já no ar, sentia aquele pequeno nervoso, de quem vai entrar num novo país. Como será a chegada? Sem problemas inesperados? E a viagem, o que trará? Desde o princípio este plano aconteceu apenas porque sim, porque seria um país novo para visitar. A memória difusa que tinha de informações escutadas no passado falava-me de um sítio sem grande interesse, de estradas longas e clima inclemente. Certamente que a solo e independente não iria funcionar. Com este novo formato tinha pela frente uma icógnita. Nem me passava pela ideia que iria viver uma experiência incrível que colocaria a Mauritânia no topo das minhas viagens favoritas.

O palácio em Nouakchot. E só se vê um terço do espaço.

A chegada foi simples. A papelada estava em ordem e os vários passos foram ultrapassados. Com gente antipática do outro lado, mas sem dificuldades. Com o guia à nossa espera e ao contrário do costume, passámos os passos rotineiros de obtenção de dinheiro e de cartão de dados. Fomos à procura do Siri, que encontrámos, envergando a sua roupa tradicional. E foi ele mesmo que nos levou no seu carro até ao hotel onde ficaríamos – pelo menos segundo o plano – nas duas primeiras noites na Mauritânia.

O quarto era um palácio. Dava para jogar futebol no interior. Camas e sofás por todo o lado, kitchenete, mais mobília, duas televisões. Um luxo. Gostei. De tal forma que nesse dia só voltei a sair para jantar e ver o jogo de uma equipa portuguesa na Liga dos Campeões.

 

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