A Administração do Turismo de Taiwan anunciou esta semana um novo programa de incentivos destinado a turistas estrangeiros que já tenham visitado a ilha e queiram regressar. O esquema prevê um bónus de 5000 Dólares Taiwaneses à chegada — cerca de 138 euros — com a possibilidade de receber mais 3000 Dólares Taiwaneses, equivalentes a cerca de 82 euros, se o visitante trouxer um acompanhante que nunca tenha estado em Taiwan. No total, o incentivo pode atingir os 8000 Dólares Taiwaneses, ou seja, aproximadamente 220 euros por pessoa.

Os detalhes práticos sobre o funcionamento do programa ainda não foram divulgados. Com base no historial da Administração do Turismo, é mais provável que o valor seja disponibilizado sob a forma de créditos ou vouchers utilizáveis em serviços turísticos — alojamento, transportes, restaurantes, atrações — do que através de transferência monetária direta. Esta foi, aliás, a abordagem do programa anterior, o “Taiwan the Lucky Land”, que esteve em vigor entre 2023 e 2025 e que convidava visitantes a participar num sorteio cujos prémios incluíam vouchers de 5000 Dólares Taiwaneses carregados em cartão eletrónico.

A nova iniciativa surge num momento em que Taiwan continua a recuperar os níveis de turismo pré-pandemia. A ilha recebeu cerca de 8,57 milhões de visitantes em 2025, o que corresponde a 72 por cento dos valores de 2019, o ano recorde com 11,8 milhões de turistas. Para 2026, o objetivo é chegar aos 9,4 milhões de visitantes estrangeiros — uma meta que as próprias autoridades admitem ser ambiciosa face ao ritmo atual. De Janeiro a Abril deste ano, Taiwan registou pouco menos de 3 milhões de chegadas internacionais, um crescimento de 3,8 por cento face ao período homólogo.

O programa tem um alvo claro: os turistas japoneses. O Japão é o principal mercado emissor de Taiwan, com 1,5 milhões de visitantes em 2025, ainda assim apenas 70 por cento dos valores anteriores à pandemia. O calendário não é coincidência: o governo japonês anunciou para Julho de 2026 um corte de mais de 50 por cento no custo dos passaportes, o que deverá estimular as viagens ao estrangeiro e — espera Taipé — aumentar o fluxo de japoneses em direção à ilha. Ainda assim, o programa está aberto a viajantes de todas as nacionalidades, pelo que também turistas europeus e portugueses são elegíveis.

Apesar de Taiwan não figurar habitualmente nos roteiros mais comuns dos viajantes portugueses, a ilha tem muito a oferecer. A capital, Taipé, combina uma modernidade densa e eficiente com tradições que coexistem naturalmente no dia a dia: os templos taoístas encravados entre arranha-céus, os mercados noturnos como o de Shilin, as montanhas de Yangmingshan a poucos minutos de metro do centro. Fora da capital, o país oferece uma diversidade geográfica notável para uma ilha de dimensões relativamente reduzidas — praias, florestas tropicais, as Gorges de Taroko, as fontes termais de Jiaoxi e o chá de altitude dos campos de Alishan.

A conectividade aérea entre Portugal e Taiwan não é direta, mas as ligações via Doha, Dubai, Amesterdão ou Frankfurt permitem fazer a viagem em escalas únicas. O tempo total de viagem ronda as 14 a 16 horas dependendo da companhia e da escala escolhida.

Por enquanto, há que aguardar pelos detalhes concretos do programa — quando arranca, como se faz o registo e onde e como é possível resgatar o valor. O anúncio foi feito esta semana e mais informações deverão ser disponibilizadas em breve pela Administração do Turismo de Taiwan.

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