10 de Janeiro de 2026

Depois do dia bem passado em Entebbe esperava-nos uma jornada de trânsito, uma longa viagem de carrinha até Mbarara, uma cidade mais próxima da fronteira, a primeira de duas paragens a caminho do Rwanda.

Para apanhar o transporte havia que acordar bem cedo e caminhar até ao ponto de partida. O anfitrião não tinha sido muito claro nas indicações, nem existia informação clara nas aplicações de navegação. Foi um pouco na base do pergunta aqui e pergunta acolá, aproveitando a ajuda das pessoas que se viam na rua aquela hora matutina.

E pronto, o resto foi fácil. Carrinha encontrada facilmente, esperar o tempo necessário para encher, observando de olhos abertos o sempre interessante ambiente nestes locais. Seguiu-se um viagem de quase 300 km, umas seis horas de estrada no cantinho onde me enfiaram.

As pessoas do alojamento que reservámos foram simpáticas e ofereceram-se para nos apanhar à chegada e depois, no dia seguinte, para nos deixar na estação de carrinhas onde se encontra o transporte para a fronteira com o Rwanda.

Chegados a Mbarara resolvemos esticar um pouco as pernas, apesar de não haver nada de especial para fazer ou ver. Lá encontrámos uma tasca simpática, ideal para beber um par de cervejas bem geladas depois da soalheira da viagem. Mais uns dedos de conversa distríbuidos entre o “maluco” da zona e outras pessoas menos estranhas e foi ali mesmo que os anfitriões nos encontraram.

Uma família simpática, claramente entusiasmada com a ideia de hospedar estrangeiros no seu apartamento de aluguer, num prédio que todo ele era propriedade deles.

Localizava-se num bairro de subúrbio. Aquilo seria apenas uma paragem a meio caminho de Kigali para evitar fazer o percurso todo num só dia, o que seria brutal. Basicamente não daria para ir a lado nenhum, mas mesmo assim ainda encontrei uma espécie de café local onde me abanquei a beber mais umas cervejas para enorme espanta dos clientes habituais, alguns deles já muito bem aviados. Ainda considerei jantar ali, mas acabou por não acontecer. E pronto, recolhido ao apartamento o serão foi tranquilo, com as actividades costumeiras para estes momentos: leitura, processamento de imagens, pernas esticadas.

 

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