A partir de 1 de Agosto, quem chegar ao Aeroporto Internacional do Cairo vai deixar de ver o funcionário da imigração colar um autocolante no passaporte. Em vez disso, um código QR gerado antecipadamente é lido num scanner e o processo fica concluído em segundos. A mudança foi confirmada pelo Ministério do Turismo e das Antiguidades do Egipto e insere-se numa estratégia mais alargada de modernização dos pontos de entrada no país.
O funcionamento é relativamente simples. Os viajantes que já se qualificam para o visto à chegada — entre os quais se incluem os portadores de passaporte português — podem preencher os seus dados online até 48 horas antes do voo, ou fazê-lo diretamente num dos quiosques digitais instalados no terminal, já depois de aterrarem. Segue-se o pagamento da taxa e a emissão de um código QR único, válido durante 48 horas, que é depois apresentado no controlo de fronteira.
Importa esclarecer que este sistema não substitui o e-visa que os cidadãos portugueses já podem tratar antecipadamente através do portal oficial egípcio. Trata-se antes de uma segunda via, pensada sobretudo para quem prefere resolver tudo já no aeroporto em vez de se organizar antes da viagem. As próprias autoridades egípcias reconhecem que a maioria dos visitantes, mesmo tendo a opção de tratar do visto online, acaba por adiar o processo para o momento da chegada — o que tem contribuído para longas filas nos balcões de imigração. O código QR surge, assim, como resposta direta a esse comportamento, sem obrigar ninguém a mudar de hábitos.
Quanto a custos, o valor do visto mantém-se nos 30 dólares, mas passa a acrescer uma taxa de emissão de 6 dólares, elevando o total para 36 dólares — uma diferença pequena face ao preço de uma viagem ao Cairo, mas que vale a pena ter presente para não ser surpresa junto ao quiosque.
Numa primeira fase, o sistema fica restrito ao Aeroporto Internacional do Cairo, principal porta de entrada do país e ponto de partida para a generalidade dos turistas que seguem depois para os templos de Luxor ou os recifes de Sharm el-Sheikh. O Egipto já anunciou a intenção de alargar gradualmente o sistema a outros aeroportos, ainda sem data definida, e existem planos para o desenvolvimento de uma aplicação oficial que, no futuro, poderá substituir por completo os quiosques físicos.
Para quem já tem viagem marcada para o Egipto a partir de Agosto, a recomendação prática é simples: vale a pena verificar se o próprio aeroporto de chegada já integra o novo sistema e, sobretudo, não deixar o processo — seja ele digital ou em papel — para os últimos minutos antes do voo.


