20 e 21 de Janeiro de 2026
A bem dizer, na véspera, no momento em que acabou o espectáculo de tambores reais, senti que a viagem tinha chegado ao fim. Daí em diante seria regressar lentamente a casa. Ia na mota a caminho de Gitega e já pensava nisso. E foi sempe assim até chegar mesmo a Faro.
De manhã o Hervé deixou-me no aeroporto. Tinha um dia de trânsito pela frente, feito de esperas, de embarques e desembarques. Por volta da hora do almoço um avião da Kenya Airways até Kigali, de onde apanhei um outro, mais para o fim do dia, para Nairobi. Tinha reservado duas noites no mesmo pequeno apartamento da capital queniana, onde tão confortável tinha ficado no início desta volta por África. Três semanas que pareceram muito mais. O ciclo fechava-se. Desta vez não sentia qualquer interesse em explorar. Já tinha visto o que queria de Nairobi e para mim tratava-se apenas de uma longa espera para prosseguir a viagem rumo a Portugal.
A rotina de checkin foi muito mais fácil, conhecendo já os diversos procedimentos necessários. Cheguei ao agradável apartamento, aconcheguei-me, liguei o ar condicionado e relaxei. Senti uma onda de enorme prazer a percorrer-me. A temperatura perfeita, a internet rápida, a cama com lençóis limpos e bem cheirosos. Uma imensa maravilha.
Dei um salto ao supermercado no fim da rua. Já tinha pouca moeda local, teria que pagar tudo com cartão.
No dia seguinte practicamente não saí. Uma ronha a tempo inteiro, apenas interrompida para mais uma visita ao supermercado e para comprar um copo de sumo de cana com o meu último dinheiro queniano, na mesma vendedora onde me abasteci três semanas antes…. que espantosamente se lembrava de mim.
E pronto. Mais uma noite de conforto, um acordar bem matutino, um Uber para o aeroporto mais recatado que fica junto ao centro e um voo da TAAG para Luanda. Fecha-se a viagem, ficando apenas a faltar um dia a visitar a capital angolana.



